NBC/Universal
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Novo filme da franquia 'Jurassic World' é apresentado na CCXP

Diretor J.A. Bayona e produtor Colin Trevorrow falam sobre ‘Jurassic World – Reino Ameaçado’

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

10 Dezembro 2017 | 06h00

Colin Trevorrow e J.A. Bayona, produtor e diretor de Jurassic World – Reino Ameaçado, apresentaram o painel da Universal na Comic Con na quinta, 7. Trevorrow, que dirigiu o primeiro filme da nova franquia, ficou impressionado com o calor do público. “Não imaginava que teríamos uma plateia tão participativa”, comentou. A CCXP termina neste domingo, 10. Ontem, sábado, a sensação ficou por conta da nova Lara Croft, Alicia Vikander. O empoderamento feminino.

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De certa forma, o tema já estava – antes da Mulher Maravilha – no primeiro Jurassic World, no ano passado. Dinossauros, efeitos especiais, tudo isso era o que Alfred Hitchcock chamava de ‘McGuffin’. O tema do filme era a relação homem-mulher. Bryce Dallas Howard começava de salto alto e terminava o filme em outro patamar – depois de fugir dos dinossauros e correr atrás de Chris Pratt. Uma nova mulher. Parecia um filme de Howard Hawks, observa o repórter. Bayona concorda com entusiasmo. “Sempre vi o filme dessa maneira, como uma daquelas fábulas hawksianas de casais.”

A situação agora muda no segundo filme – um vulcão entra em erupção na ilha dos dinossauros e os monstros antediluvianos estão de novo ameaçados de extinção. A trama passa a ser a mãe Terra, a revolta da natureza. Qualquer semelhança com Mãe, de Darren Aronofsky não é mera coincidência. Basta ver o trailer, que Trevorrow e Bayona vieram mostrar e está disponível. O trailer parece bem caótico. “O filme é menos”, esclarece a dupla. Mãe/Mother, portanto. O repórter cita Al Gore, que em entrevista ao Estado continua militando contra o aquecimento global. “É curioso que você cite Al, porque é sempre uma de minhas referências, quando se trata de discutir a Terra.” Trevorrow não quer parecer presunçoso – “O público quer diversão, mas isso não nos impede de refletir sobre o estado do mundo.”

A militarização dos dinos? Alguma coisa a ver com a mentalidade bélica do atual presidente Donald Trump? “Logo depois do primeiro Jurassic World fiz The Book of Henry, que, esse sim, nasceu sob o signo do meu medo pelo que os Trumps desse mundo representam.” Em face do estrondoso sucesso do 1, Trevorrow mostrou-se irredutível – ia escrever a história e produzir, mas não dirigir. Por quê? “Tem a ver com a necessidade de mudança. Esses filmes (blockbusters) precisam sempre de um olhar novo. Escolhi ‘Jay’ (J.A. Bayona) porque admiro sua visão em filmes como O Orfanato e Impossível.” Trevorrow não cita A Monster Calls/Sete Minutos Após a Meia-Noite porque não tinha visto.

Três filmes, três Goyas – o Oscar do cinema espanhol. Melhor filme de diretor estreante por O Orfanato, melhor diretor por Impossível e A Monster Calls. “Não me queixo, as coisas andam bem para mim”, brinca Bayona. Pode-se esperar um quarto Goya, por Jurassic World – Reino Ameaçado? “Não dá, a produção é de Hollywood, não espanhola.” Um Oscar do público? “Será bem-vindo.” O filme estreia em junho de 2018. Bayona só tem elogios para Chris Pratt. “Eu cheguei quando ele já estava a bordo, Chris se adaptou rapidamente à minha visão.” O repórter elogia o charme viril do astro – parece um Clark Gable para os anos 2000. “Você está roubando minha frase. Disse isso para Colin (Trevorrow).” A química entre Pratt e Bryce Dallas? “É o casal perfeito do cinema. Não podem viver juntos, mas não se separam. Amor e ódio, atração e repulsa.” O repórter lembra uma velha frase do diretor – sobre O Orfanato. O filme inverte a frase clássica, ver para crer. É crer para ver. “É minha definição do cinema”, diz Bayona. “Espero que funcione para Reino Ameaçado.” E o terceiro filme, já que a previsão é de uma trilogia? Produtor e diretor não dizem nada. “Aguarde”, promete Trevorrow.

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