Cena de 'A Nação que não Esperou por Deus'
Cena de 'A Nação que não Esperou por Deus'

Documentário de Lúcia Murat sobre os índios cavaleiros tem sessão em São Paulo

Filme tem codireção de Rodrigo Hinrichson; Caixa Belas Artes recebe a diretora e a psicanalista Maria Rita Kehl para um debate

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

30 Julho 2015 | 11h58

Haverá uma sessão de A Nação Que não Esperou por Deus, o novo documentário de Lúcia Murat - em codireção com Rodrigo Hinrichson -, nesta quinta-feira, 30, às 19h30 no Caixa Belas Artes. Será seguida de um debate da diretora com a psicanalista e ensaísta Maria Rita Kehl. O filme, que começa lindíssimo - com uma história que remonta à mitologia dos kadiwéus, índios cavaleiros do Mato Grosso do Sul -, começou a nascer quando Lúcia voltou à aldeia, dez anos depois de realizar a ficção Brava Gente Brasileira, para ver como estavam os índios que havia conhecido.

Ela encontrou toda a aldeia mudada, graças aos efeitos da chegada da luz elétrica e da evangelização. Em 2013, quando regressou para filmar o atual documentário, nova transformação - os índios estavam em pé de guerra contra os pecuaristas que haviam avançado sobre suas terras.

É um filme sobre o tema e que aborda muitas outras frentes, muitos outros temas. Para Lúcia, é o filme que ela queria fazer. "Queria retomar o contato, reencontrar os índios que conheci e filmei. Tudo o resto é decorrência da filmagem de um documentário. Ao contrário da ficção, a gente nunca pode prever o que vai acontecer. E tem de estar aberta", comentou a diretora.
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