Nova Zelândia diz que tem 50% de chance de manter 'Hobbit'

O governo da Nova Zelândia informou na terça-feira que tem apenas 50% de chance de manter a produção de Hobbit, acrescentando que não poderia superar as propostas financeiras apresentadas por outros país para que a Warner Bros transfira o projeto de lugar.

Adrian Bathgate, Reuters Life!

26 de outubro de 2010 | 16h43

 

Depois do breve boicote sindical que abalou o estúdio de Hollywood, executivos afirmaram na semana passada que estudariam a possibilidade de filmar a adaptação de US$ 500 milhões da ficção de J.R.R. Tolkien pelo diretor local Peter Jackson em outro lugar.

 

"Deixamos muito claro que não podemos suprir a lacuna do que está na mesa de negociações dos outros países. Ela é simplesmente imensa e eles compreendem essa posição", disse o premiê neozelandês, John Key, numa entrevista coletiva após conversar com os executivos do estúdio.

 

O governo estava tentando esclarecer as leis trabalhistas que resultaram em boicotes dos sindicatos ao filme, gerando a crise.

 

"Eles estarão fora daqui se não conseguirmos lhes dar esse esclarecimento, não há dúvidas sobre isso", afirmou Key. "Temos uma oportunidade de juntar as peças de novo. Mas não há garantias. Eu diria que, na melhor das hipóteses, ainda há 50% de chance."

 

Os economistas afirmaram que a perda do projeto custaria ao país até US$ 1,5 bilhão. Dezenas de manifestantes - alguns vestidos de hobbits - saíram às ruas na segunda-feira para convencer o estúdio que a Nova Zelândia é a única locação válida para o filme de duas partes.

 

A adaptação de Jackson para o Senhor dos Aneis, de Tolkien, mostrou-se benéfica para todos: a Nova Zelândia recebeu uma publicidade internacional sem preço, a Warner Bros vendeu quase US$ 3 bilhões em ingressos nas bilheterias e o diretor e sua equipe ganharam vários Oscars.

 

Executivos do estúdio decidirão sobre a locação de Hobbit após se reunirem esta semana com autoridades do governo.

 

Key afirmou que as questões trabalhistas são de suma importância. "Eles não estão vindo aqui com um bilhete de resgate nem estão tentando colocar uma arma na nossa cabeça", afirmou ele. "A realidade comercial é que as ações do sindicato os estimularam a olhar para outros países e outros países têm melhores negócios."

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