Reuters/Arquivo
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Nova Zelândia aprova lei para manter Hobbit, apesar de protestos

Governo apressa aprovação para manter filmagens no país

Adrian Bathgate , Reuters

29 de outubro de 2010 | 11h22

O governo neozelandês aprovou nesta sexta-feira uma lei que abrirá caminho para a produção de dois filmes do Hobbit no país, apesar do duro protesto de parlamentares da oposição, dizendo ser "um dia de vergonha".

 

A decisão do governo de apressar algumas leis trabalhistas, parte de um acordo com a Warner Bros. Pictures para manter o lucrativo projeto do diretor Peter Jackson em sua terra natal, dividiu a opinião pública.

 

Segundo informações, alguns líderes sindicais teriam recebido ameaças de morte após reclamarem das condições de trabalho e pedirem um boicote internacional à produção do filme.

 

Os executivos da Warner Bros. disseram então que iriam considerar transferir a produção para outro lugar, medida que teria custado ao país US$ 1,5 bilhão e danos à reputação de sua incipiente indústria de cinema. Eles viajaram à Nova Zelândia no começo desta semana para negociar com a delegação liderada pelo primeiro-ministro John Key.

 

O governo anunciou um acordo na quarta-feira para manter os filmes na Nova Zelândia, mas entregou dezenas de milhões de dólares para ter esse privilégio.

 

Pelo acordo, o governo oferecerá US$ 25 milhões, dos quais aproximadamente 15 milhões em redução de impostos, e mudanças na legislação, que foi aprovada sem o processo normal de referir a decisão a uma comissão parlamentar e a subcomissões públicas.

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