EFE/ The Walt Disney Studios
EFE/ The Walt Disney Studios

Nova princesa da Disney é graciosa, violenta e luta para salvar o reino

'A Princesa' une fantasia, ação e artes marciais sobre uma mulher disposta a enfrentar quem a desafie

Javier Romualdo, EFE

04 de julho de 2022 | 15h00

A Disney quer mostrar que os filmes de princesas não saíram de moda, pelo menos se forem como a protagonista de A Princesa, uma combinação de fantasia, ação e artes marciais sobre uma mulher disposta a enfrentar qualquer um que se deparar com ela . "É uma metáfora para quem se sente subestimado", descreve a atriz Joey King sobre seu papel no filme que estreou na Disney+ dos EUA - ainda não há previsão de chegar ao Brasil.

O estúdio responsável por imortalizar histórias como Branca de Neve ou Cinderela deu a volta por cima com um filme estrelado por uma princesa que poderia muito bem ter vindo de uma filmagem de Tarantino ou da saga John Wick.

Em A Princesa, Joey King dá vida a uma jovem que se recusa a se casar com o homem cruel e sociopata com quem está noiva, uma rebelião que faz com que o Rei decida trancá-la no topo do castelo no estilo Rapunzel. No entanto, a segunda reviravolta vem quando o pretendente, rancoroso e furioso com a rejeição da princesa, lança uma ofensiva para tomar o trono de seu pai, algo que só a protagonista pode impedir - ainda que tenha de lutar contra toda a corte.

"Quando li o roteiro, sabia que era diferente de tudo o que já havia visto", diz King sobre sua personagem. E, depois de anos criticada pelo modelo estático de uma história em que uma mulher espera que seu homem a resgate, a Disney moveu as fichas ao oferecer um filme que não apenas aposta no contrário, mas também o adoça com cenas de ação e um banho de sangue que poucos associarão ao seu título.

O curioso é que, durante a hora e meia de duração do filme, você nunca consegue ouvir o nome dessa princesa em particular, um detalhe que a atriz encarregada de trazê-la à vida diz que "não é necessário". "Ela é a princesa e é ela quem vai te contar", brinca King. O diretor do filme, Le-Van Kiet, explica mais sobre essa decisão.

“Quando terminamos de escrever o roteiro, tentamos encontrar um nome, mas percebemos que investimos tanto na criação da aura única que percebemos que nenhum nome faria justiça”, defende Kiet, conhecido por filmar Furie (2019), o filme de maior bilheteria da história do Vietnã.

O cineasta insiste que se inspirou em outras histórias recentes como Valente e Enrolados, que já estavam mudando as bases das histórias de princesas, mas "eu queria fazer algo completamente diferente".

É por isso que The Princess se destaca por longas tomadas, combates coreografados e lutas impossíveis com armas de todos os tipos, de grampos de cabelo a vegetais que se mostram mais violentos do que se imagina se caírem nas mãos de uma pessoa disposta a isso.

"Há um ponto de absurdo e outro de exagero", defende o diretor. "Tem também o humor necessário para que você não leve muito a sério, mas ao mesmo tempo cria simpatia pela protagonista."

Tudo o que sabemos sobre:
DisneyJoey Kingmulhercinema

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.