No Telecine Cult, o florescente cinema do coreano Kim Ki-duk

Kim Ki-duk (de O Arco) é um dos grandes expoentes do prolífico cinema coreano. Em tempos em que o cinema, com receio de errar, repete fórmulas fáceis e chavões, o diretor é um bálsamo para platéias interessadas no cinema de vanguarda. Vanguarda aqui significa o que de melhor e com mais frescor o cinema ainda pode nos revelar. Primavera, Verão, Outono, Inverno... E Primavera (17h25 no Telecine Cult) é uma dessas gratas surpresas.O filme tem como cenário um lago, onde um monge solitário vive em um pequeno monastério flutuante. Sua rigorosa vida muda com a chegada de um garotinho. O menino, na primavera de sua existência, vai se confrontar com a dicotomia entre os impulsos do mundo "lá de fora", que é sempre narrado e nunca filmado, e os valores budistas, que buscam a harmonia universal e o controle dos desejos. O garoto cresce e parte. É atingido pela paixão, o amor, a morte, o crime. Mas volta, em um duro, porém necessário aprendizado de que o homem é parte da natureza. O discípulo aprende, no melhor estilo da educação oriental, o peso de existir. Nasce, cresce, amadurece e morre, feito as estações. Em um filme rigoroso, em que personagens falam pouco, a natureza tem a palavra e fala por si.

Agencia Estado,

20 de abril de 2007 | 10h31

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