No Festival de Berlim,filme senegalês celebra último dia de vida

"Tey", um conto de fadas senegalês moderno que estreou no Festival de Cinema de Berlim na sexta-feira, retrata um jovem que um dia acorda sabendo, inexplicavelmente, que aquele é o último dia de sua vida.

REUTERS

10 de fevereiro de 2012 | 16h48

"Tey", que significa "hoje" na linguagem uólofe, é um dos três filmes da competição passados na África, que, segundo o diretor do festival Dieter Kosslick, é "um continente quase esquecido no cinema".

O diretor Alain Gomis, filho de uma francesa e de um senegalês, disse que "Tey" é sobre um ajuste de contas com a morte a fim de melhor apreciar o presente, o hoje.

"Na Europa, a morte não existe, nós não a confrontamos; em vez disso, tentamos esquecer até que ela existe", afirmou ele à Reuters.

"Por meio desse filme, eu me confrontei com o meu maior medo, o da morte, e agora eu fiz um ajuste de contas com ela, o que na verdade enriquece cada momento, todo momento é mágico", disse o diretor.

O personagem principal, interpretado pelo ator e músico norte-americano Saul Stacey Williams, vagueia pelas ruas de sua cidade natal em Senegal, encontrando antigos amigos e a família e reavaliando sua vida, em uma tentativa de fazer um encerramento antes de morrer.

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