No Canal Brasil, "Memórias do Cangaço", de Paulo Gil Soares

Em 1968, Thomaz Farkas reuniu cinco documentários de curta-metragem e com eles construiu um filme que se tornou clássico - Brasil Verdade. Na época, ainda sob o efeito da explosão do Cinema Novo, o cinema nacional mapeava o País, querendo colocar na tela a cara do brasileiro. "Viramundo", de Geraldo Sarno, sobre as migrações internas, é o melhor dos cinco curtas, mas também é fundamental "Memórias do Cangaço", de Paulo Gil Soares, que você poderá (re)ver, às 20 horas, no Canal Brasil, no horário Curta na Tela.Grandes nomes do cinema brasileiro (o fotógrafo Afonso Beato, o futuro diretor David E. Neves) integram a ficha técnica de "Memórias do Cangaço", que reconstitui, a partir de depoimentos e rico material iconográfico, uma história do movimento dos cangaceiros, no Nordeste brasileiro, nas primeiras décadas do século 20. Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, e seus cangaceiros estão no centro dessa história, filmados por Benjamin Abraão, o mascate libanês que conviveu com o bando, em 1936, e depois forneceu o ponto de partida para "Baile Perfumado", de Lírio Ferreira. A música inclui desde a banda de pífanos da Polícia Militar da Bahia até o atual ministro Gilberto Gil, da Cultura.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.