Nicole Kidman vive seu melhor momento

Dois anos após ser deixada por Tom Cruise, que a trocou por Penélope Cruz a atriz Nicole Kidman vive seu melhor momento profissional. Por Moulin Rouge, de 2001, e As Horas, de 2002, faturou dois Globos de Ouro e um Urso de Prata de Berlim e ainda é uma das favoritas ao Oscar. Superado o fim do casamento de 10 anos, Nicole terá agora de medir forças com Cruise na bilheteria. Ambos estão envolvidos em produções de temática afim: bruxaria.Depois do anúncio de que a australiana vai estrelar uma versão para o cinema do seriado de TV A Feiticeira, é a vez de seu ex-marido confirmar que fará um remake do filme que inspirou a sérieestrelada por Elizabeth Montgomery. I Married a Witch vai ter na direção Danny DeVito, e A Feiticeira vai ficar nas mãos de Nora Ephron. Ambos os projetos são do estúdio Columbia Pictures.Cruise vai produzir e estrelar a comédia I Married a Witch. O filme original conta a história de uma bruxa que ressuscita para lançar um feitiço sobre um descendente do sujeito que lhe queimou na fogueira. Foi lançado em 1942, mais de 20 anos antes do programa de TV, sucesso da emissora ABC entre 64 e 72.A julgar por suas acertadas opções desde a separação, Nicole leva vantagem sobre Cruise. Seu mais recente As Horas, que recebeu nove indicações ao Oscar, não só marca um ponto alto em sua carreira como também em sua vida pessoal. Em entrevista ao Hollywood Reporter, ela conta do período em que compôs seu personagem do filme, a escritora Virgina Woolf. "Durante esse período pensei em Virginia, uma mulher cercada de relações complicadas, com o pai, com o marido... Isso ajudou a me reerguer depois da separação, um período muito difícil."A família também esteve envolvida no trabalho da atriz, que para viver a escritora recorreu até a uma prótese no nariz. "É incrível as mudanças que um nariz pode desencadear", ri Nicole. "É claro que nem Connor nem Isabella Jane (filha de Cruise, com 10 anos) gostaram desse processo. Eles ficaram tão traumatizados que não agüentavam nem mesmo ver o cartaz do filme. Relutei muito para aceitar a prótese. Testamos três e só usei quando vi que não ficaria caricata, que o nariz não iria ofuscar uma interpretação, mas sim completá-la."

Agencia Estado,

26 de fevereiro de 2003 | 17h45

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