Nicolas Cage a favor das armas, no cinema

Nas véspera do referendo do desarmamento no Brasil, uma boa pedida é ver O Senhor das Armas, que estréia nesta sexta-feira. Com Nicolas Cage e Ethan Hawke, o filme fala do mundo do tráfico internacional de armas. Desta vez, Nicolas Cage não é o mocinho, mas o traficante. Em pleno calor da discussão do desarmamento da população, a chegada de um filme como O Senhor das Armas pode ter o efeito de uma bomba. Nicolas Cage faz um imigrante ucraniano em Nova York que descobre ter um talento especial para negociar armamento pesado no mercado negro. É um personagem arrogante e hipócrita, por quem o espectador nunca terá simpatia. Afinal, entre seus clientes estão ditadores facínoras na África e narcotraficantes na América Latina. E tome tiro e morte. O (bom) roteirista e (mediano) diretor Andrew Niccol fez a lição de casa e muniu-se de estatísticas. E há de se levar em conta a denúncia explícita que ele faz da indústria bélica. Mas, se a idéia era, além de entreter, passar alguma mensagem, suas boas intenções esbarraram em seus excessos visuais.

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