Neil Young lançará documentário sobre turnê de sua banda

'CSNY/Dejà Vu', dirigido pelo cantor sob o pseudônimo de Bernard Shakey, conta relatos de shows de 2006

Ansa,

08 de junho de 2019 | 10h58

O músico Neil Young, de 62 anos, lançará um documentário, dirigido por ele sob o pseudônimo de Bernard Shakey, que conta os eventos da turnê Freedom of Speech, que reuniu a banda norte-americana Crosby, Stills, Nash & Young (CSNY) em 2006 e passou pelas principais cidades da América do Norte. Criada no final dos anos 60, a banda atuou como porta-voz de sua geração desde seu surgimento. Com músicas como Ohio e Find the Cost of Freedom, o grupo tinha como objetivo divulgar uma mensagem pacifista e se colocar contra a Guerra do Vietnã. "Fico feliz por ter feito parte daquele momento histórico, mas também fico feliz por ter acabado e eu ter sobrevivido", declarou Neil Young.  Apesar de conhecida por suas composições românticas, a banda nunca perdeu de vista seu empenho político e esse filme, intitulado CSNY/Dejà Vu, é um ponto de encontro entre o grupo e seu público, seja em termos políticos, seja em termos musicais, e examina a relação entre os sentimentos pacifistas da era anti-Vietnã com a crise ambiental pós 11 de setembro.  "O objetivo sempre foi o de estimular o debate e fazer as pessoas, favoráveis e contrárias, refletir. E foi isso o que aconteceu", disse o músico. Durante as filmagens do documentário, os quatro músicos descobriram que muitos de seus fãs eram veteranos de guerra, não só do Vietnã mas também de uma nova geração vinda havia pouco tempo do Iraque. No filme, um veterano do Vietnã resume assim o conflito vivido no Iraque: "Tudo aconteceu de novo, como um dejà vu". "Nosso público é composto também por republicanos, democratas, independentes. Nós estimulamos o debate entre eles. Na base da turnê e do filme estava a idéia de fazer as pessoas pensarem", disse Young, acrescentando que "o momento no qual a música podia mudar o mundo já passou" e a música hoje "no máximo pode ajudar as pessoas a pensar". Mike Cerre, jornalista e produtor de televisão independente, desempenhou um papel fundamental na realização do documentário. Cerre, que foi correspondente internacional no Iraque e no Afeganistão por cinco vezes, foi um oficial da Marinha norte-americana no Vietnã.

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