Nas telas, a última safra de indicados ao Oscar

A última safra de filmes indicados ao Oscar chega às telas do cinema nesta sexta-feira. Ritmo de um Sonho, unindo música e cinema, conta a história de D-Jay, um cafetão fracassado que se encontra compondo rap. O filme concorre a melhor canção original e melhor ator (Terrence Howard). Há ainda o incensado Sra. Henderson Apresenta, que traz a veterana atriz inglesa Jude Dench no papel de uma dona de cabaré decadente durante a 2.ª Guerra Mundial. O filme de Stephen Frears, tem ainda no elenco a bela Kelly Reilly, além do universo encantador do showbiz.Em um primeiro olhar, Ritmo de Um Sonho repete aquela velha história do reprimido social que se atreve a sonhar alto, como um Rocky do rap. Mas há algo de cativante no novo longa do diretor Craig Brewer, que concorre ao Oscar de melhor canção original e melhor ator (Terrence Howard). O longa conta a história de D-Jay (Terrence Howard, que atua também no filme Crash, No Limite), um fracassado cafetão suburbano. Seu negócio anda mal porque uma de suas três "funcionárias" está grávida e, portanto, fora de serviço.Quando ele compra um teclado eletrônico velho de um mendigo, acende a vontade de tocar e compor músicas. Aos poucos, vai correndo atrás de amigos, conhecidos e pessoas que podem concretizar o sonho. Monta um estúdio de gravação de música no quartinho dos fundos e, de verso em verso, compõe a música Arrase o Vagabundo (Whoop Dat Trick). Mesmo para quem detesta rap, é impossível não ser tocado pela música que ele compõe. No final das contas, fica claro que aquilo é uma música que pode levar D-Jay ao patamar do seu colega branco Eminem.Ritmo de Um Sonho destaca-se pela maneira como os personagens são construídos ao longo da história - assim como os versos de Arrase o Vagabundo - faz jus ao fato de ele estar na tal lista, especialmente por Terrence Howard. Seu D-Jay é um homem sujo, violento, inescrupuloso, porém amável, esperto e até sensível. O rap, que a princípio era o mote principal deste filme co-produzido pela MTV americana, acaba ficando como pano de fundo.(colaborou Franthiesco Ballerini)

Agencia Estado,

02 de março de 2006 | 18h57

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