Nas telas, a paixão pelo futebol e por Luana Piovani

O Casamento de Romeu e Julieta, novo filme de Bruno Barreto, estrelado por Luana Piovani e Marco Ricca, estréia hoje em mais de 200 salas de todo o País. "É uma comédia despretensiosa", define Barreto, de 50 anos. Mas ele também se encontra por inteiro no filme que retoma a trama de Romeu e Julieta, transpondo-a para o meio do futebol, mais exatamente para a rivalidade entre corintianos e palmeirenses, em São Paulo.O longa é baseado num texto de Mario Prata, que, em 40 páginas, conta a história de uma garota palmeirense, filha de um torcedor fanático, que se envolve com um corintiano que fica mentindo para o sogro, dizendo também ser palmeirense. O roteiro do longa é assinado por Jandira Martini e Marcos Caruso, autores de comédias de sucesso como Trair e Coçar, É Só Começar, que fizeram do roteiro uma grande homenagem à comédia italiana de diretores como Pietro Germi, Dino Risi, Luigi Comencini. Bruno elogia Marco Ricca e Luana Piovani, o Romeu e a Julieta. Ele é ótimo, ela é linda - e mais do que isso. "Ela segura a cena em que sua personagem briga com o pai. Se Luana não fosse boa, a cena não se sustentava." Os elogios se estendem ao restante do elenco - especialmente para Berta Zemel, que faz aqui seu segundo filme, após Desmundo, de Alain Fresnot. Para o futuro, Bruno planeja contar a história do documentário Ônibus 174, de José Padilha, como ficção. "Estou muito entusiasmado porque pode resultar em algo realmente forte e denso", diz. Para 2007, ele planeja um filme sobre a poetisa Elizabeth Bishop, que será estrelado por sua mulher, a atriz Amy Irving. "Estou trabalhando no roteiro com Marta Góes. Elizabeth é uma personagem maravilhosa."

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