"Nárnia"´ enfrenta Harry Potter nas telas

Harry Potter ganhou um concorrente de peso. As Crônicas de Nárnia - O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa chega aos cinemas do mundo inteiro (são 400 cópias só no Brasil) contando a aventura dos quatro irmãos que, ao transpor um guarda-roupa mágico, chegam ao mundo mágico de Nárnia. Inspirado na clássica história escrita por Clive Staples Lewis em 1950, o longa teve estréia mundial no Royal Albert Hall londrino, com a presença do príncipe Charles e da duquesa Camilla Parker Bowles. Trata-se de um grande investimento de US$ 180 milhões da Walt Disney Pictures, que se associou à Walden Media em avançada tecnologia de computação gráfica. As Crônicas de Nárnia conta a história dos irmãos Pevensie - Peter (William Moseley), Susan (Anna Popplewell), Edmund (Skandar Keynes) e Lucy (Georgie Henley) - que, por conta da 2.ª Guerra Mundial, são obrigados a abandonar a mãe em Londres e a viver em um estranho casarão no interior da Inglaterra, onde vive um parente. Lá, entediados pela falta de brincadeiras, descobrem a misteriosa passagem pelo guarda-roupa até a outra dimensão, onde acompanham a saga de Aslam, o leão-messias cuja morte e ressurreição ajuda o universo a se livrar da condenação de viver sob um inverno eterno, imposto pela Feiticeira Branca (Tilda Swinton), que proibiu igualmente o Natal. "Apesar de mais conhecida na Inglaterra, a história é compreensível para qualquer criança do mundo", acredita o produtor Mark Johnson. Johnson conversou com a reportagem e outros representantes da imprensa mundial em Cliveden, aristocrática construção do século 17 que hospedou desde a rainha Vitória até Charlie Chaplin e Winston Churchill. Lá, em meio a salas luxuosas, passaram também os atores e o diretor neozelandês Andrew Adamson que, depois do sucesso em animações como Shrek e Shrek 2, estréia em filme com atores reais. Na infância, ele era um leitor voraz das aventuras de Nárnia. "Aos 8 anos, li todos os sete livros e não parei mais de relê-los", confidencia Adamson, um homem magro e de longos cabelos loiros, tão longos que, certa vez, ele foi confundido com Nicole Kidman em um aeroporto. "Assim, eu praticamente vivi no mundo de Nárnia durante um bom tempo." A partir desse pretexto, ele decidiu que a veracidade dos dois mundos era decisiva. "Não queria realizar algo como O Mágico de Oz, em que o espectador sabe que tudo é fruto da imaginação da menina. Assim, eu não poderia criar uma história escapista em relação à 2.ª Guerra Mundial; portanto, quando a pequena Lucy atravessa o guarda-roupa, ela chega a um mundo completamente crível." Decidiu também filmar nos verdejantes campos da Nova Zelândia, mesmo palco onde Peter Jackson rodou a trilogia do Senhor dos Anéis. De quebra, utilizou a mesma estrutura de efeitos especiais. * O repórter viajou a convite da distribuidora Buena Vista

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