'Não se cria nada sozinho', diz produtora de 'Valente'

Entrevista com Katherine Sarafian, da 'Pixar'

Luiz Carlos Merten - O Estado de S. Paulo,

19 Julho 2012 | 22h30

Como você e a diretora Brenda Chapman conseguiram se impor em Valente?

O filme já conta a história de uma garota destemida. Bastava seguir o exemplo dela. Mas a verdade é que existem muitas mulheres na animação. Nossa sensibilidade e inteligência impregna muito mais filmes do que você pensa.

A cabeleira de Merida é o que vai ficar dessa história, concorda?

Queríamos que o público, antes mesmo de ela falar, já conhecesse seu temperamento. A cabeleira ruiva foi um achado e Brad Bird (diretor de Ratatouille e Missão Impossível 4) disse que ficou com inveja do que conseguimos fazer. Mas foi difícil. Não havia tecnologia. Aprendemos muito com os erros do passado.

O que você fez como produtora?

Trabalhei feito louca por seis anos. Reuni a equipe, as vozes, os talentos. Segurei o orçamento, estava por trás das tentativas de inovação tecnológica. Claro que nunca estive sozinha. No cinema, nenhum criador faz nada sozinho. Nem o roteiro, que é sempre o desafio número 1. John (Lasseter) instituiu o brainstorm como processo criativo na Pixar.

 
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