Mark Ralston/AFP
Mark Ralston/AFP

'Não é certo equiparar horríveis incidentes de agressão sexual com elogios ou humor inadequado'

Morgan Freeman, acusado por oito mulheres de comportamento abusivo ou inadequado, reitera desculpas e assegura que não assediou ninguém

EFE

26 Maio 2018 | 18h29

O ator americano Morgan Freeman, acusado por oito mulheres de comportamentos abusivos ou inadequados, reiterou nesta sexta-feira, 25, suas desculpas e garantiu que não assediou nenhuma mulher.

"Pedi perdão na quinta-feira e continuarei pedindo perdão a qualquer uma que tenha podido incomodar, embora tenha sido involuntariamente", afirmou o ator em comunicado divulgado pela imprensa americana.

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"Mas também quero ser claro: não criei ambientes de trabalho inseguros. Não assediei mulheres. Não ofereci trabalhos ou ascensões em troca de sexo. E qualquer insinuação que o fiz é completamente falsa", acrescentou Freeman.

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O ganhador do Oscar de melhor ator coadjuvante por Menina de Ouro (2004) disse que está "devastado" por aos 80 anos de vida estar "em risco" de ficar com sua imagem manchada por este assunto.

"Todas as vítimas de agressões e assédio merecem ser escutadas. E precisamos escutá-las. Mas não é certo equiparar horríveis incidentes de agressão sexual com elogios ou humor inadequado", opinou o ator.

A emissora CNN publicou na quinta-feira uma reportagem detalhando as acusações de oito mulheres pertencentes à indústria do cinema contra Freeman.

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Entre os casos citados está o de uma jovem assistente de produção que começou a trabalhar no verão de 2015 no estúdio da comédia Despedida em Grande Estilo, filme protagonizado por Freeman, Michael Caine e Alan Arkin, e segundo a qual o que acreditava ser o trabalho dos seus sonhos acabou sendo meses de assédio por parte do ator.

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