'Na Mira do Chefe' alia comédia e perseguições policiais

Gleeson é Ken é um matador de aluguel de Londres, mandado à Bélgica com o colega Ray (Colin Farrell)

REUTERS

08 de outubro de 2016 | 16h05

Dramaturgo premiado, o inglês Martin McDonagh estréia na direção de longas-metragens com "Na Mira do Chefe", uma criativa mistura de história policial com drama e comédia, que estréia em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte.  Veja também:Trailer de 'Na Mira do Chefe'   McDonagh estreou em cinema em 2004 com o curta "Six Shooter" - que ganhou o Oscar da categoria e em que ele escalou no elenco o ator irlandês Brendan Gleeson (de "Harry Potter"), que atua também em "Na Mira do Chefe". Gleeson é Ken, um experiente matador de aluguel de Londres, que é mandado para Bruges, na Bélgica, com o colega Ray (Colin Farrell, "O Sonho de Cassandra"). Um deles cometeu um erro trágico no último serviço, por isso, eles devem desaparecer de circulação, enquanto esperam as novas ordens do chefão Harry (Ralph Fiennes, de "O Jardineiro Fiel"). Sem nada para fazer, a tensão vai crescendo entre o bonachão Ken e o impulsivo Ray, também por conta de suas diferentes personalidades. Devorando guias turísticos e manuais, Ken gosta de passear entre as belas relíquias medievais da cidade belga. Nada aborrece mais Ray do que estes programas culturais, já que é ligado em diversões como bares, bebida e jogo. Para ele, História é só "uma coisa que já aconteceu", o tipo de comentário que deixa Ken furioso. Há todo um humor politicamente incorreto nas aventuras de Ken e Ray pelas ruas de Bruges. A situação mais hilariante nesta linha envolve uma família de turistas americanos obesos, no momento em que estão prestes a escalar uma altíssima torre. A ironia do filme é construída sobre este jogo de aparências que se desmonta o tempo todo, a partir da premissa inicial, que é ter dois matadores com sentimentos, ternura, lembranças e até complexo de culpa. Sem contar o dilema de lealdade criado para Ken quando recebe do chefe a ordem de liquidar Ray, responsável pelo erro trágico do último serviço. Por mais que o diretor e roteirista McDonagh se esforce em embaralhar vários gêneros no filme, não faltará também a oportunidade de alguns tiroteios e perseguições em que os personagens apostam a própria vida. Estas são algumas das emoções aceleradas deste filme esperto e criativo, que revela um novo diretor. (Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

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