Mutantes de X-Men roubam a cena no Festival de Cannes

Os "mutantes" de X-Men chegaram nesta segunda-feira em Cannes, pela primeira vez, para dividir as cenas na festa de gala com o elenco de ElCaimán, filme de Nanni Moretti em cuja estréia estiveram presentes Viviane Reding, comissária européia para a Sociedade da Informação e uma quinzena de ministros da Cultura.A competição entre os filmes será inevitavelmente desigual, já que X-Men, com os estranhos, poderosos, bondosos e maléficos mutantes se anuncia como uma das mais prometedoras ascensões pelo tapete vermelho do Palácio de Cannes.Todo o elenco "mutante" compareceu à festa, encabeçado pelo britânico Ian McKellen, o Eric Lehnsherr, O Magneto, protagonista de O Senhor dos Anéis e O Código Da Vinci e conhecido por defender os direitos dos homossexuais. Ele estava acompanhado de seu compatriota e intérprete de Shakespeare Patrick Stewart, o famoso Jean-Luc Picard de Jornada nas Estrelas que em X-Men é o Charles Xavier ou Professor X.A trilogia de X-Men acaba com esse filme da série, segundo prometeu em coletiva de imprensa o diretor Bret Ratner. "É que me disseram que, caso continuasse com este filme precisaria de um guarda-costas até o fim de meus dias". Sem dúvida, a julgar pelo final que supõe-se melhor não revelar, algo deste universo de X-Men poderia sobreviver e então um outro filme poderia surgir, "uma outra coisa, com outro título, algo como Professor X", revelou o diretor.Todos os atores disseram estar felizes com a sorte de trabalhar em X-Men, incluindo Rebecca Romijn, que teve que passar, incontáveis vezes, intensa maquiagem azul para atuar no papel de Mística, e usava, na filmagem, roupas bastante frágeis. Mas a atriz nunca se queixou de nada, garantiu Ian McKellen. Questionado sobre o poder de sua personagem Jean, O Fênix, Famke Janssen, muito séria, explicou que desgraciosamente vinha dela mesma. "Tenho que cavar fundo para alcançá-la, é uma personagem bifurcada com passagens totalmente imprevisíveis", disse a atriz. "Vi documentos sobre sua esquizofrenia e dupla personalidade, mas o mais importante para mim é mostrar a dualidade, a existência de várias facetas em cada ser humano", completou Famke. "E é isso o que representamos nesse filme". McKellen destacou a utilidade de X-Men para, por exemplo, lutar contra a idéia de que "a homossexualidade é uma enfermidade" e contra o preconceito com "a cor da pele", pois, de acordo com o ator, existem jovens que estão margizalidos na sociedade porque são diferentes dos demais e podem se sentir inferiores por causa disso. "É incrível, este filme foi tão apreciado pelo público que muita gente pensa que é trivial, mas aborda temas absolutamente importantes", destacou.

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