Música, drama e purpurina em "Hedwig"

Esqueça Priscila, aquela rainhado deserto australiano. Hedwig - Rock, Amor e Traição, arainha do circuito off-Broadway adaptada às telas, despeja naplatéia, fora as purpurinas, drama. O filme conta as agruras de Hedwig, uma transexualmutilada em uma cirurgia para mudança de sexo e abandonada pordois amores.O último dos amores, Tommy, levou suas músicas etornou-se um cantor famoso. Para conduzir tanta tragédia, dá-lhe drama e humornegro. Outro alerta: trata-se de um musical. Não dos chatos emque cada "bom dia" vira uma canção. Aqui, as músicas sóaparecem no palco, em números vibrantes.John Cameron Mitchell (diretor, roteirista e intérpreteda "estrela" Hedwig) obedeceu às regras do cinema. Seus closesmostram fotografias estilosas e personagens carismáticos, comoTommy (Michael Pitt) e a própria Hedwig que falam pelo olhar.Não é à toa que o filme arrebatou os modernos do Sundance, doFestival do Rio e da Mostra São Paulo.

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