Tyrone Siu/Reuters
Tyrone Siu/Reuters

'Mulan' tem recepção fria em Hong Kong após pedidos de boicote

Filme da Disney estreou nesta quinta, 17, e vendeu menos ingressos do que 'Tenet'

Redação, Reuters

18 de setembro de 2020 | 10h48

O remake de Mulan, da Walt Disney, estreou nesta quinta-feira, 17, com uma recepção sem brilho em Hong Kong, onde ativistas pró-democracia têm liderado apelos para boicotar o filme.

Baseado em uma história folclórica chinesa, o filme provocou uma reação negativa na cidade governada por chineses e em outros lugares por causa dos comentários de sua estrela em apoio à polícia de Hong Kong durante os protestos do ano passado e por ter sido parcialmente filmado na região de Xinjiang.

“Não vou ver Mulan por causa de seu elenco e localização de filmagem”, disse a balconista Cherry Lee, de 24 anos, ao passar por um cinema onde o filme está sendo exibido.

O ativista de Hong Kong Joshua Wong e usuários da Internet em Taiwan e na Tailândia estão entre os que promovem as hashtags #BoycottMulan e #BanMulan no Twitter, após o lançamento neste mês do filme na plataforma de streaming da Disney.

A maioria dos cinemas de Hong Kong teve sua primeira exibição de Mulan na manhã de quinta-feira, 17.

No Mong Kok Broadway Theatre, em uma área de protesto popular, Mulan vendeu um terço dos ingressos em sua estreia, cerca de 20% a menos do que o filme local I’m Livin, que estreou ao mesmo tempo.

“Eu conheço a história de Mulan desde que era pequeno”, disse o aposentado Chan, ao entrar no cinema. Ele se recusou a fornecer seu primeiro nome para evitar se envolver na polêmica.

No Festival Grand Cinema, em outro bairro, Tenet, de Christopher Nolan, vendeu mais ingressos na manhã de quinta-feira do que Mulan.

A Disney não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

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