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A musa Brigitte Bardot é tema de exposição de fotos em São Paulo

São trabalhos de cinco fotógrafos e traz momentos íntimos da atriz

EFE

28 de agosto de 2015 | 18h48

Como símbolo sexual dos anos 50 e 60, a atriz francesa Brigitte Bardot arrancou suspiros de gerações, mas sua intimidade foi registrada por poucos fotógrafos, e algumas das imagens destes momentos estão em exposição em São Paulo e pela primeira vez no Brasil.

A coleção de 40 imagens de Bardot em seus momentos mais íntimos, que poderá ser conferida até o dia 28 de setembro no Shopping D&D, é resultado de uma apurada seleção de arquivos de cinco grandes fotógrafos franceses, entre eles Jean-Claude Sauer, Léonard de Raemy e Luc Fournol.

As fotos escolhidas foram aprovadas pela própria Bardot e faz parte da curadoria de Ricardo Chaves Fernandes, brasileiro radicado em Paris e que explorou o contato da atriz com a natureza e os animais, uma das principais paixões e motes de seu ativismo.

"A seleção de fotos é um trabalho que vem sendo desenvolvido há dois anos, sendo uma exposição importantíssima não só em relação à parte estética, mas à histórica e política, porque ela foi a mulher que foi lançou a emancipação feminina nos anos 1950, além de outros fatos que nos fazem nos aprofundarmos neste universo da artista", disse o curador à Agência Efe.

Na carreira, em poucos anos ela passou a ser considerada uma das mulheres mais belas do mundo, além de influentes na moda, alcançando o auge do sucesso com o filme "E Deus criou a mulher",(1956), mas foi na praia de Búzios (Rio de Janeiro) que Bardot redescobriu sua individualidade e intimidade retratadas no acervo.

A mostra "Brigitte Bardot dans l'intimité" traz retratos que valorizam o rosto e os cabelos loiros da atriz, além de fotos nuas bem delicadas, que a mostram posando ou fazendo topless, situação comum para a atriz em uma época na qual essa atitude era considerada uma depravação.

Além das fotos, o o estilista filândes Sami Korhonen criou 11 modelos inspirados na atriz, nos quais incorpora também elementos da história francesa.

Korhonen disse à Efe que a coleção de moda não foi pensada para ser comercializada, e retoma o estilo dos anos 50, 60 e 70 "com poucas peças, que contrapõem os vestidos para dar outra dimensão às fotos".

 

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