Mostra de SP: venezuelano 'El Amparo' e brasileiro 'Pitanga' são os vencedores para júri e crítica

Mostra de SP: venezuelano 'El Amparo' e brasileiro 'Pitanga' são os vencedores para júri e crítica

Documentário sobre o ator foi um dos grandes filmes da 40ª. edição do festival; o forte filme da Venezuela baseia-se numa história real

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

02 de novembro de 2016 | 20h30

E a 40.ª Mostra Internacional de São Paulo terminou oficialmente na noite desta quarta-feira,2, com a cerimônia de premiação no Parque do Ibirapuera, seguida da apresentação do clássico A General, de Buster Keaton e Clyde Bruckman, com acompanhamento de música ao vivo. A Orquestra Sinfônica de Heliópolis, do Instituto Baccarelli, tocou pela primeira vez (em todo o mundo) a nova partitura criada pelo compositor Robert Israel, que também foi o regente. Foi uma noite de raro encantamento audiovisual.

No particular formato da Mostra, o público escolhe seus eleitos e sobre esses delibera o júri internacional, que este ano foi integrado, entre outros, pelos cineastas Jeferson De, Bete Gordon e Nicolas Klotz. O Troféu Bandeira Paulista – uma criação da artista Tomie Ohtake – para o melhor filme, segundo o júri, foi para o venezuelano El Amparo, de Rober Calzadilla, baseado numa história real ocorrida em 1988. Apenas dois homens – pescadores – sobreviveram a um ataque no qual morreram 14 colegas. Desde então, tem havido muitas discussão no país, porque o exército, responsável pelo massacre, mascarou as vítimas como terroristas, o que não eram. É um filme muito forte.

O júri outorgou duas menções às atrizes Mirjana Karanovic, por A Boa Esposa, da Sérvia/Bósnia/Herzegovína/Croácia, e Lene Cecilia Spark, por Sami Blood, da Suécia. A crítica distribuiu dois prêmios – melhor estrangeiro para Depois da Tempestade, do japonês Hirokazu Kore-eda, e melhor brasileiro para Pitanga, de Beto Brant e Camila Pitanga, realmente excepcional.

Veja a lista completa abaixo: 

PRÊMIO DO JÚRI INTERNACIONAL

Melhor filme: El Amparo, de Rober Calzadilla. 

Mensão Honrosa do júri: Mirjana Karanovic (atriz do filme A Boa Esposa) e Lene Cecilia Park (atriz do filme Sámi Blood).

Prêmio Abbas Kiarostami: Maat, de Saba Kezemi. 

PRÊMIO DO PÚBLICO 

Melhor filme de ficção internacional: The Handmaiden, de Park Chan-wook. 

Melhor documentário internacional: Gurumbé - Canciones de tu Memoria Negra, de Miguel Angél Rosales, e Gaga - O Amor Pela Dança, de Tomer Heymann.

Melhor filme brasileiro de ficção: Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé.

Melhor documentário brasileiro: Martírio, Vincent Carelli.

PRÊMIO DA CRÍTICA 

Melhor filme internacional: Depois da Tempestade, de Hirokazu Koreeda.

Melhor filme brasileiro: Pitanga, de Beto Brant e Camila Pitanga. 

PRÊMIO ABRACINE 

Melhor filme: A Mulher do Pai, de Cristiane Oliveira.

PRÊMIO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ROTEIRISTAS E AUTORES

Melhor roteiro da competição Novos Diretores: El Amparo, de Rober Calzadilla.

PRÊMIO HUMANIDADE

Andrzej Wajda

PRÊMIO LEON CAKOFF

Marco Bellocchio, William Friedkin, Antônio Pitanga. 


 

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