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Mostra de cinema sul-coreano começa no CCSP

Vai até sexta-feira, 12, a mostra K-Action de Cinema Coreano, com obras de Kim Yong-hwa e de outros cineastas

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

10 de agosto de 2016 | 14h48

Pergunte a 11 entre dez entendidos de cinema e eles confirmarão que o cinema sul-coreano foi a grande revelação do terceiro milênio. Naturalmente que já existia cinema na Coreia do Sul, e até um autor reputado no circuito europeu (e dos festivais) - IM Kwon Taek. Nos anos 2000, estabeleceu-se uma nova geração de autores. Sua marca - a atração pelos gêneros. Park Chan-wook e Joon-Ho Bong estouraram com Oldboy, que teve direito a remake em Hollywood, O Hospedeiro. Outro autores seguiram uma via mais alternativa e até experimental, Hong Sang-soo, o Eric Rohmer asiático, e o poderoso Kim Ki-duk, sempre atraído por narrativas (e imagens) de choque.

O grande, o maior diferencial, é que a Coreia do Sul talvez seja hoje o único país do mundo em que a produção local é preferida do público e bate os blockbusters de Hollywood. No CCSP, começou nesta terça-feira, 9, com direito a coquetel e debate, a Mostra K-Action de Cinema Coreano, com a proposta de apoiar os atletas que representam a Coreia do Sul nos Jogos do Rio. A mostra tem curta duração e vai somente até sexta, 12. Homenageia figuras que podem ser consideradas heroicas para a nação coreana por meio de uma seleção de cinco títulos, entre épicos, dramas de superação e comédias, produzidos nos últimos sete anos.

Alçando Voo

De Kim Yong-hwa. A história de coreano adotado por família norte-americana e que volta ao país para integrar o primeiro time olímpico de ski jumping do país foi a segunda maior bilheteria do cinema coreano em 2009. Pasmem - vendeu 8,3 milhões de ingressos, um número superlativo, considerando-se a população de 50 milhões.

Quarta, 10, 16 h.

O Almirante - Correntes Furiosas

De Kim Han-min. O almirante do título é o lendário Yi Sunchin, que fez história na 2.ª Guerra ao atrair a frota japonesa para uma armadilha, na maior vitória em batalha naval do país. Um letreiro sobre o cartaz do filme no CCSP anuncia que se trata do maior sucesso da história do cinema coreano, mas não esclarece o número de espectadores. Na internet, o dado é que o filme ultrapassou US$ 130 milhões em 2014. Considerando-se o ingresso médio de US$ 10, seriam 13 milhões de espectadores.

Quarta, 10, 19h30.

Korea

De Moon Yung-soon. Os campeões de tênis de mesa das duas Coreias são derrotados pelos chineses, mas se unem para uma partida histórica. Mas os problemas políticos entre a Coreia do Norte e a do Sul, entre comunismo e capitalismo, impedem a unificação no esporte, em 1991.

Sexta, 12, 16 h.

Ode a Meu Pai

De Yoon Je-kyoon. O filme que inaugurou a Mostra K-Action na terça-feira. Garoto perde-se do pai e da irmã e assume a tarefa de ser o responsável pela família por mais de 50 anos, desde a 2.ª Guerra. A vida toda ele se sente em falta com o pai e amargas a culpa de haver soltado a mão da irmã. Se o cinema sul-coreano gosta dos gêneros violentos, esse segue outra tendência, o melodrama. E é ‘sirkiano’. Como em Douglas Sirk, a tragédia se passa em família, (quase) toda na mesma cidade. Por meio da família, o que se conta é a história do país. O filme é tão emocionante que só havia gente chorando durante a projeção, no Centro Cultural.Pode ser um ótimo aquecimento para o Dia dos Pais no domingo. Quinta, 11, 19h30.

O Substituto do Rei

De Choo Chang-min. ma espécie de versão coreana do Kagemusha de Akira Kurosawa. Quando o rei morre envenenado, seu sósia assume o poder e inicia um reinado mais humano e comprometido com o social. Mas os aliados do antigo monarca percebem o que está havendo e armam complô para que tudo volte ao que era antes. Mais de 10 milhões de espectadores na Coreia em 2012.

Quinta, 11, 16 h.

Sexta, 12, 19h30.

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