Mostra de cinema de SP terá recorde de salas

É a partir do próximo dia 16 que São Paulo vai poder ver os 265 filmes de longa-metragem e os 81 curtas programados para a Mostra BR de Cinema ? 27ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Este ano a mostra ocupará um número recorde de salas, 18 ao todo. Além delas, os 21 CEUs (Centro Educacionais Unificados) criados pela prefeitura de São Paulo, também vão exibir filmes de uma seleção especial do evento. E a programação vem recheada de agrados aos cinéfilos de primeira hora. O encerramento será espetacular, com Dogville, de Lars Von Trier, cineasta que já encerrou a mostra de São Paulo há três anos, com Dançando no Escuro. Renata Almeida, co-diretora da mostra, comemorou o sucesso da programação durante a apresentação do evento à imprensa no dia 7. "Vamos conseguir exibir os três ouros deste ano", disse. Ela se referia aos filmes que venceram os festivais de Berlim, Cannes e Veneza: respectivamente, In This World, de Michael Winterbottom (Urso de Ouro), Elephant, de Gus Van Sant (Palma de Ouro), e O Retorno, de Andrei Zyagingtsev (Leão de Ouro). Já o diretor da mostra, Leon Cakoff, destacou qual será, nesta edição, o tipo de filme miúra que sua mostra costuma revelar ao público. "Será o filme curdo Vodca Lemon." E ele também destacou a importância das três retrospectivas, dedicadas a Mauritz Stiller, o lendário mestre escandinavo que descobriu Greta Garbo (em Gosta Berling); João César Monteiro, o libertário diretor português de A Comédia de Deus; e Kiju Yoshida. Esse último, que integrou a nouvelle vague japonesa e fez o polêmico Eros + Massacre, vem ao Brasil não apenas para mostrar seus filmes, mas também para lançar aqui, antes do que nos EUA e na França, o livro O Anticinema de Yasujiro Ozu, editado no País pela Cosac & Naify e Edições da Mostra.

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