Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Mostra apresenta júri e lista de selecionados pelo público

Ao todo, 23 filmes, entre ficções e documentários, foram escolhidos

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

27 de outubro de 2013 | 19h44

Foi tudo muito informal. A coletiva de apresentação dos indicados pelo público para concorrer ao Troféu Bandeira Paulista e do júri internacional que vai avaliar os filmes realiza-se sempre no segundo sábado da Mostra. Este ano foi na Cinemateca Brasileira, seguida de feijoada, mas antes disso imprensa e jurados puderam trocar ideias de forma descontraída, com direito a caldo de feijão, torresmo e caipirinha. Como sempre, do ponto de vista crítico, a escolha do público foi disparatada, mas não porque os cinéfilos paulistanos não tenham bom-gosto.

Ocorre que o público, mesmo na Mostra, não é unitário. É um conjunto de pessoas com gostos diversos. Sua pré-seleção aponta para essa diversidade. Foram selecionados 23 filmes - 13 ficções e dez documentários. Apenas três são brasileiros - a ficção Estação Liberdade, de Caíto Ortiz, e os documentários Rubem Braga - Olho as Nuvens Vagabundas, de André Weller, e Vida, de Tatiana Villela.

O júri internacional é integrado por Lav Diaz - cineasta filipino que está sendo homenageado com uma retrospectiva -, Sergei Loznitsa, César Charlone, Hans Weingartner e Monique Gardenberg. O júri de documentários reúne nomes como Zuenir Ventura, Toni Ventura, Daniel Dreyfuss e Pablo Iraola. Lav Diaz era o mais solicitado, até por ser esta sua primeira visita ao Brasil (e à Mostra). Ele contou que seu cinema exigente circula pouco, ou de forma alternativa, nas Filipinas. O reduzido circuito exibidor do país é formatado para a produção de Hollywood, mas existe um público universitário que se interessa pela produção nacional.

Ele acha graça das piadas sobre a extensa duração de seus filmes - Evolução de Uma Família Filipina tem 11 horas. Diz que não faz filmes compridos para desconcertar. "Os filmes têm a duração de que necessitam", explica. O russo Sergei Loznitsa anda numa fase de realização de curtas, mas eles são aperitivos para o longa que vai fazer no ano que vem, e que vai marcar seu retorno à época da 2.ª Guerra Mundial, em que já situou o admirável Na Neblina. Monique Gardenberg, única mulher nos dois júris, está feliz da vida com o longa que se prepara para fazer. A Caixa Preta baseia-se no livro do escritor israelense Amós Oz, sobre a dilacerada ruptura de uma relação. Monique está com o roteiro pronto e pretende fazer o filme de forma totalmente independente, para garantir a liberdade artística.

 

OS FILMES SELECIONADOS

 

Ficção

 

- A Gaiola Dourada, de R. Alves

- A Montanha Matterhorn, de D. Rbbinge

- Estação Liberdade, de Caito Ortiz

- La Jaula de Oro, de Diego Quemada-Diez

- Lições de Harmonia, de Emir Baigazin

- Miss Violence, de A. Avanas

- O Foguete, de Kim Mordaunt

- Qissa: O Fantasma É um Viajante Solitário, de Anup Singh

- Run & Jump, de Steph Green

- Somente em Nova York, de Ghazi Albuliwi e Andar Albuliwi

- The Lunchbox, de Ritesh Batra

- Uma Vida Comum, de U. Pasolini

- Vida Que Se Desfaz, de S. Piloter

 

Documentários

 

- 8816 Versos, de Sofia Marques

- A Fuller’s Life, de Samantha Fuller

- Dragon’s Girls, de I. Westmeier

- Eu Vou Ser Assassinado, de Justin Webster

- Giuseppe Tornatore, de Gerardo Panichi e Luciano Barcaroli

- Mundial - As Maiores Apostas, de Michael  Bielanski

- Plano para a Paz, de Carlos Agulló e Mandy Jacobson

- Rubem Braga - Olho as Nuvens Vagabundas, de André Weller

- Tito on Ice, de Max Andersson e Helene Ahonen

- Vida, de Tatiana Villela (Brasil)

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