Morre o rei dos mariachis do cinema, Miguel Aceves Mejía

Nos anos 50, quando a distribuidora Pel-Mex era importante no Brasil, abastecendo o mercado com filmes produzidos nos estúdios Churubusco Azteca, Miguel Aceves Mejía era um ídolo do público brasileiro, com Cantinflas, Maria Felix, Maria Antonieta Pons e Libertad Lamarque, a estrela argentina cujos melodramas mais famosos foram produzidos no México. Miguel Aceves Mejía morreu ontem na Cidade do México. Tinha 90 anos e pertencia a uma geração de atores-cantores que incluía Pedro Infante e Jorge Negrete. Ao contrário deles, não encarnava o modelo do galã. Seus filmes eram comédias rancheiras nas quais interpretava invariavelmente um mariachi. Sua marca mais característica era o falsete, celebrado em uma de suas criações mais famosas - Cucurrucucú. Mejía orgulhava-se de haver popularizado o mariachi sinfônico em toda a América Latina. Outro grande sucesso foi o huapango Roga por Nosotros, que cantou de joelhos, em Buenos Aires, num tributo a Eva Perón, o que lhe valeu a amizade eterna do controvertido Juan Domingo Perón. Mejía usou durante mais de 50 anos o charro, traje típico. Dizia que a canção rancheira era a que melhor expressava a alma mexicana. Segundo o crítico Gustavo García, os filmes de Mejía destinavam-se a um público pouco exigente, em termos dramáticos, mas muito rigoroso, do ponto de vista musical.

Agencia Estado,

07 Novembro 2006 | 14h47

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.