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Morre o cineasta italiano Carlo Mazzacurati

Diretor venceu o Leão de Prata no Festival de Veneza de 1994 com o ótimo 'O Touro'

Flavia Guerra, O Estado de S. Paulo

22 de janeiro de 2014 | 20h06

Foi divulgada nesta quarta a morte do cineasta italiano Carlo Mazzacurati, aos 57 anos. Segundo nota da agência italiana de notícias, a Ansa, Mazzacuratti estava doente já algum tempo, mas havia se recuperado no último mês. No entanto, retornou ao hospital de Monseline, na província de sua Padova natal, e acabou falecendo ontem.

"Era um senhor ironico, generoso, humaníssimo." Assim o diretor do Festival de Cinema de Veneza, Alberto Barbera, definiu a personalidade do diretor. "Não conhecia a arrogância, sempre estava acompanhado dos mais fracos, fazia filmes lindos com paixão", conclui Barbera em seu twitter.

De fato Mazzacurati, que ganhou o Leão de Prata no Festival de Veneza de 1994 com o ótimo O Touro, era um diretor de olhar sensível aos males, e bens, da Itália contemporânea, sobretudo no nordeste italiano, região que conhecia muito bem. Nascido em março de 1956, em Pádua, na região do Vêneto, dirigiu longas que retrataram as questões de um país dividido entre suas tradições e sua modernidade.

Entre seus mais recentes filmes, está La Giusta Distanza (A distância certa), premiado no Festival de Roma 2007, A Paixão, de 2010, e A Língua do Santo, de 2000.

Também produtor e roteirista, Mazzacuratti escreveu filmes em parceria com autores como Daniele Luchetti e Gabriele Salvators, além de ter se aventurado pela carreira de ator nos filmes de Nanni Moretti, em cujos filmes Palombella Rossa, Caro Diário e ll Caimano fez pequenos papeis. Palombella Rossa, Caro Diario e Il Caimano.

Em novembro do ano passado, recebeu o Grande Prêmio Torino pela carreira, no festival de Turim, norte da Itália. Seu mais recente filme, o ainda inédito La Sedia Della Felicità, tem estreia prevista para abril. Estrelado por Isabella Ragoneses e Valerio Mastrandrea, foi filmado em Trentino.

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