Charles Platiau/ Reuters
Charles Platiau/ Reuters

Morre o ator e dramaturgo francês Claude Rich aos 88 anos

Humorista participou de cerca de 50 peças teatrais e quase 80 filmes

AFP

21 de julho de 2017 | 09h48

O comediante Claude Rich, uma das figuras mais conhecidas do cinema e do teatro francês, morreu na quinta-feira, 20, à noite, aos 88 anos, após uma longa doença - anunciou sua filha Delphine.

Conhecido por seu grande sorriso e voz sutil, um pouco aveludada, o ator participou de cerca de 50 peças teatrais e quase 80 filmes, incluindo os emblemáticos Tontons flingueurs (Testamento de um gângster, 1963), onde interpretou o futuro genro de Lino Ventura.

Discreto e elegante, gostava de encarnar grandes personagens.

Suas composições de figuras históricas são marcantes, incluindo no teatro o de Talleyrand (Le Souper, 1989) - o papel que posteriormente lhe rendeu um César em 1993 -, o do filósofo Louis Althusser ( Le Caiman, de 2005), ou do cardeal Mazarin (Le Diable rouge, 2008).

Na televisão, interpretou Léon Blum (2000), Galileu (2005) e Voltaire (2007).

No cinema, interpretou diversas vezes papéis coadjuvantes e passou de galã dos anos 1960 a ator preferido dos maiores diretores - Le Crabe-Tambour (1976), L'Accompagnatrice (1992), Le Colonel Chabert (1994), entre outros.

Não hesitou em interpretar o druida Panoramix em Astérix e Obélix (2002).

"É como um músico de jazz que brinca com diferentes variações, para o divertimento, para impressionar", afirmava sobre ele Bertrand Tavernier, com quem rodou vários filmes.

Claude Rich também era um dramaturgo apaixonado pela escrita e chegou a fazer suas próprias peças: Un habit pour l'hiver, Le zouave, Une chambre sur la Dordogne, ou Pavane pour une infante.

Era casado com a comediante Catherine Rich com quem teve duas filhas, Delphine e Natalie.

 

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