Morre ator Guará Rodrigues

Guará Rodrigues, que morreu ontem no Rio de Janeiro, não se notabilizou por papéis de protagonista nos inúmeros filmes de que participou. Como seu amigo Wilson Grey, Guará foi um coadjuvante de talento. E, nessa condição, marcou época no cinema brasileiro, em especial na faceta desse cinema que, meio impropriamente, chamamos de "marginal". De fato, se formos olhar a filmografia de Guaracy Rodrigues, nascido em Belo Horizonte há 70 anos, encontraremos obras como Signo do Caos, de Rogério Sganzerla, Louco por Cinema, de André Luiz Oliveira, e uma série de trabalhos feitos com o cineasta Julio Bressane: Matou a Família e Foi ao Cinema, O Mandarim, Brás Cubas, O Rei do Baralho, Barão Olavo, o Terrível. Trabalhou também em vários filmes de Neville d´Almeida, como Os Sete Gatinhos, Jardins de Guerra, Rio Babilônia. Guará fez parte do elenco de O Circo das Qualidades Humanas, do diretor Geraldo Veloso. Em depoimento sobre o amigo, Veloso diz que "poucos sabiam mais de cinema do que ele. Guará era personagem constante de si mesmo, não conseguiu ser ator: era ele mesmo que representava a si próprio". O cineasta José Sette, com quem Guará trabalhou em Um Filme 100% Brasileiro, disse que esteve com o ator nos últimos dias e ele parecia bem de saúde. Sua morte repentina surpreendeu a todos.

Agencia Estado,

22 de fevereiro de 2006 | 11h41

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