Morre Alfredo Ripstein, diretor de <i>O Crime do Padre Amaro</i>

O cineasta mexicano Alfredo Ripstein, produtor de mais de cem filmes mexicanos, faleceu no sábado aos 100 anos por conta de uma parada respiratória. O corpo do produtor de filmes como O Crime do Padre Amaro (2001) foi velado em um cemitério israelita, onde também foi sepultado.O produtor morreu quando comemorava aniversário de 65 anos de casamento em sua casa, na Cidade do México. Ripstein nasceu em 10 de dezembro de 1906 na cidade de Parral, em Chihuahua, e era filho de um comerciante de origem polaca. Aos cinco anos, foi morar na capital mexicana.Estudou para ser contador público, função que desempenhou na década de 1930, na Financiadora Industrial de Cinema de Simons Wishnack. Mais tarde, trabalhou na produtora Filmex, criada em 1939 pelo mesmo Wishnack, na qual, a partir de 1942, iniciou sua carreira como produtor independente. Ripstein fundou sua empresa, a Alameda Films S.A.A produtora trabalhou com estrelas mexicanas como Pedro Infante (1917-1957), Marga López (1924-2005), Joaquín Pardavé (1900-1955), e Arturo de Córdova (1908-1973), entre outros.Ripstein colaborou com diretores da época de ouro do cinema mexicano, como Alejandro Galindo (1906-1999), Chano Urueta (1895-1979), FernandoMéndez (1908-1966), entre outros.Também produziu filmes para seu filho, o diretor Arturo Ripstein, O coronel não tem quem lhe escreva - adaptação do romance de Gabriel García Marquez -, e seu compatriota Carlos Carrera, que causou grande polêmica ao produzir o filme baseado no romance do português Eça de Queirós, O Crime do Padre Amaro. O mexicano também produziu Principio y fin (1993), de Arturo Ripstein, El callejón de los milagros, (1995) de Jorge Fons, filmes que, como O Crime do Padre Amaro, ganharam prêmios.Em sua filmografia também se destacam Corona de lágrimas (1967), deAlejandro Galindo; Cristo negro (1962), de Ramón Torrado. Além de La maldiciónde la llorona (1961), de Rafael Baledón; El mundode los vampiros (1960), de Alfonso Corona Blake; e Misterios deultratumba (1958), de Fernando Méndez.

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