Morre Afonso Brazza, herói do cinema trash brasileiro

O cineasta e bombeiro Afonso Brazza morreu ontem à noite em Brasília, vítima de uma parada cardiorrespiratória, aos 48 anos. Segundo a Agência Brasil, Braza sofria de câncer no esôfago, e a doença já javia se espalhadao para os rins, pulmões e fígado. Seu corpo será enterrado à tarde na cidade-satélite de Gama, onde vivia.Piauiense radicado no Distrito Federal, Brazza nasceu José Afonso Filho. Bombeiro de profissão, acabou virando um ícone do cinema trash nacional. Com orçamentos baixíssimos e produções precárias (valendo até negativos vencidos), Brazza foi apontado uma espécie de Ed Wood brasileiro, em alusão ao rei do cinema trash. Virou cult, e suas estréias costumavam provocar muitas filas nos cinemas de Brasília.Fazia cinema de ação e muita pancadaria, com títulos como Inferno no Gama e Tortura Selvagem - A Grade. Trabalhando com orçamentos de até R$ 100 mil, em geral, Brazza tinha de cuidar tudo: direção, produção, roteiro e até o papel principal - invariavelmente um herói bom de briga. A musa de seu cinema era a mulher, Claudette Joubert, que conheceu em São Paulo. Entre outros filmes de Brazza lançados comercialmente estão Gringo Não Perdoa, Mata, Fuga Sem Destino e No Eixo da Morte.

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