REUTERS/Pool/Files
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Morre a atriz Zsa Zsa Gabor aos 99 anos

Atriz húngara era socialite conhecida de Hollywood, que leva comparações à família Kardashian, a mais pop da cena contemporânea; ela se destacou em filmes excepcionais, como 'Moulin Rouge'

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

18 Dezembro 2016 | 20h52

A atriz húngara Zsa Zsa Gabor morreu aos 99 anos de idade neste domingo, 18, após sofrer um ataque do coração, de acordo com site TMZ. Ela estava em sua mansão de Bel Air, em Los Angeles.

Muito antes que as redes sociais – e o Facebook – colocassem a vida privada das pessoas 24 horas no ar, as irmãs Gabor já eram celebridades. Cada uma mais bela que a outra, Magda, Eva e Zsa Zsa Gabor saíram do Império Austro-húngaro para a conquista da América. Zsa Zsa, pseudônimo de Gabor Sári, foi a mais bem-sucedida. Tendo sido miss na Hungria – nasceu em Budapeste, em 1917 –, casou-se na Turquia, aos 20 anos, com um ministro de Estado muito mais velho. Conta-se que, na verdade, foi um casamento arranjado, porque Zsa Zsa era amante do presidente Ataturk.

Fachada ou não, o casamento durou pouco e, em 1942, ela se casou com o milionário Conrad Hilton, criador da cadeia de hotéis. Desde aquela época, Zsa Zsa alternou casamentos com esporádicas aparições em filmes. Foram nove casamentos, quase sempre com homens riquíssimos, sete divórcios e uma anulação. Seu último marido até o dia de sua morte foi o socialite alemão Frédéric Prinz von Anhalt – o casal estava junto desde 1986. 

A própria Zsa Zsa disse certa vez que se casar – e escolher o marido, organizar a recepção e escolher o vestido – era uma coisa muito complicada. Tomava tempo, e não lhe deixava espaço para mais nada. Zsa Zsa estava a dois meses de completar seu centenário – em 6 de fevereiro. Morreu neste domingo, 18, de um ataque do coração, em sua mansão de Bel Air, em Los Angeles. 

Podem não ser 100, mas, de qualquer maneira, foram 99 anos muito bem vividos. Socialite, milionária, Zsa Zsa também gostava de dizer que se casara uma vez por amor, e fora suficiente. O amado, em questão, era o ator George Sanders, vencedor do Oscar de coadjuvante pelo papel como o mordaz Addison DeWitt de A Malvada, de Joseph L. Mankiewicz. Addison, não fosse a criação de um grande diretor e roteirista, poderia muito bem espelhar-se nas frases feitas com que Zsa Zsa Gabor alimentou a imprensa mundana durante bens uns 70 anos.

Embora sua agitada vida pessoal lhe tenha rendido mais dividendos que a artística, Zsa Zsa destacou-se em alguns filmes excepcionais. Fez Moulin Rouge com John Huston e A Marca da Maldade com Orson Welles. Também fez pequenas participações em A Hora do Pesadelo 3 e Corra Que a Polícia Vem aí 2 e ½, nos quais, obviamente, não se levava a sério. E algumas aparições na televisão, em produções como Bonanza, Batman e As the World Turns.

Em 2002, sofreu um acidente de carro que a deixou com complicações no quadril pelos anos seguintes. Em 2011, foi internada e os médicos decidiram que teria de amputar a perna. Ela disse que de maneira nenhuma – só depois do Natal e do Ano Novo. 

Seu último filme, de 2000, foi um documentário –The Gabor: Fame, Fortune and Romance. Disso, as irmãs, que morreram antes, e ela entendiam.

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