Miguel Medina/AFP
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Morre a atriz francesa Stéphane Audran, musa de Claude Chabrol

Ela encarnou burguesas diante da câmera de seu ex-marido Claude Chabrol, e teve dois de seus melhores papéis em 'O Discreto Charme da Burguesia' e 'A Festa de Babette'

AFP

27 Março 2018 | 13h38

Ela encarnou burguesas diante da câmera de seu ex-marido Claude Chabrol, e teve dois de seus melhores papéis em O Discreto Charme da Burguesia e A Festa de Babette: a atriz francesa Stéphane Audran faleceu nesta terça-feira, 27, aos 85 anos.

"Minha mãe estava doente há algum tempo. Ela foi hospitalizada há dez dias e voltou para casa. Ela partiu pacificamente esta noite por volta das duas da manhã", anunciou seu filho Thomas Chabrol à AFP.

Figura do cinema francês dos anos 70 e 80, Stéphane Audran recebeu o Urso de Prata em Berlim em 1968 por As Corças, de Claude Chabrol, um BAFTA britânico de melhor atriz em 1974 por O Discreto Charme da Burguesia de Luis Buñuel e por Juste avant la nuit de Claude Chabrol e o César de melhor atriz coadjuvante por Violette Nozière, de Chabrol, em 1979.

"Stéphane era uma atriz muito boa. Era ótima para interpretar mulheres livres e independentes, como era na vida", reagiu o diretor Jean-Pierre Mocky, que havia dirigido a atriz em Les Saisons du plaisir em 1988.

Stephane Audran, cujo nome verdadeiro era Colette Suzanne Dacheville, nasceu em Versalhes (Yvelines) em 8 de novembro de 1932. Ela conheceu no curso Dullin um ator iniciante, Jean-Louis Trintignant, com quem se casou, mas se separou rapidamente, quando ele se apaixonou por Brigitte Bardot.

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Claude Chabrol, que não resistiu ao seu charme, a contratou em 1959 para Les Cousins. Este foi o início de uma colaboração muito proveitosa de mais de 20 filmes.

Asssim, tornou-se uma musa quase exclusiva de Chabrol, esposa em 1964, depois de ter dado a ele um filho, Thomas, filmando em um ritmo acelerado, às vezes até quatro por ano, como em 1970.

Ela se separou de Claude Chabrol em 1980, sem que a colaboração artística tenha sido prejudicada.

Também participou nos anos 80 em alguns filmes estrangeiros como Beyond the Glory, de Samuel Fuller, e especialmente A festa de Babette, do dinamarquês Gabriel Axel, Oscar de melhor filme estrangeiro em 1988.

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