Morgan Spurlock causa polêmica em Sundance

O motivo dos comentários foi o filme sobre a busca de Osama Bin Laden

EFE

08 de janeiro de 2026 | 06h38

Morgan Spurlock, que foi alçado à fama com o documentário "Super Size Me - A dieta do palhaço" (2005), no qual denunciava a obesidade nos Estados Unidos, volta a semear polêmica com seu filme sobre a busca de Osama bin Laden, apresentado esta semana em Sundance. Em "Super Size Me - A dieta do palhaço", sua cruzada contra as redes de fast-food, Spurlock comeu apenas lanches do McDonald's no café-da-manhã, almoço e jantar. Ele acabou engordando onze quilos e sofreu fortes aumentos de colesterol e da pressão arterial.  Agora, volta ao cenário internacional com "Where in the World is Osama bin Laden?" (Onde no mundo está Osama bin Laden?, em tradução livre). O filme é uma crônica sobre a pergunta feita pelo próprio Spurlock sobre onde estaria o homem mais procurado da Terra, uma idéia que surgiu após a reeleição do presidente americano, George W. Bush. "De repente, Osama bin Laden estava outra vez nas notícias e as pessoas se perguntavam: 'Por que não o apanhamos?', 'O que está acontecendo?', ou 'Onde estará?' (...) e pensei (...) essa é uma grande pergunta. E daí surgiu a idéia de fazer o filme", disse o diretor em coletiva de imprensa durante o festival. O cineasta e sua equipe, após terem se submetido a um treinamento para evitar os franco-atiradores da região, percorreram Marrocos, Israel, Egito, Arábia Saudita, Afeganistão e Paquistão seguindo o rastro pelo Oriente Médio do terrorista, cérebro dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. "Sofremos um ataque com foguetes na base onde ficamos, mas ninguém morreu. As emboscadas dos talibãs ocorriam constantemente, portanto apesar de ter desfrutado da estadia no local, houve momentos nos quais era incrivelmente aterrorizante", afirmou. Spurlock, que foi indicado ao Oscar de Melhor Documentário por "Super Size Me - A dieta do palhaço", disse em recente entrevista ao canal de televisão "CNN" que seu filme "busca responder a algumas perguntas às quais o Governo americano não soube dar resposta". "Além disso, acho que abordamos o assunto de terrorismo internacional de modo que seja compreensível para a grande maioria", explicou. "Acho que é um filme divertido que trata de um tema muito sério de forma entretida, algo que não costuma ser muito comum", destacou, antes de afirmar que adoraria assistir a uma exibição da fita junto com o presidente americano na Casa Branca e cercado de pipoca.

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