Mario Anzuoni/Reuters
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Morgan Freeman é homenageado pelo American Film Institute

Cerimônia realizada na Califórnia contou com a presença de dezenas de lendas do cinema

Sandy Cohen (AP),

10 de junho de 2011 | 19h53

CULVER CITY, Califórnia (AP) - Sobre o palco em que Fred Astaire um dia dançou e Dorothy caminhou sobre a estrada de tijolo amarelo, Morgan Freeman aceitou o prêmio de pelo conjunto de sua carreira do American Film Institute (AFI).

 

Clint Eastwood, Sidney Poitier, Helen Mirren, Samuel L. Jackson, Tim Robbins e Forest Whitaker estavam entre as estrelas que prestigiaram Freeman durante a cerimônia na noite da última quinta-feira nos estúdios da Sony, antiga sede da MGM.

 

O célebre Palco 15 foi transformado em um elegante salão para o evento, suas paredes drapeadas em vermelho e dourado e decoradas com gigantes fotos emolduradas do ator, que foi introduzido por Poitier como "um príncipe do ofício da atuação".

 

Em um espaço repleto com centenas de colegas e amigos, Freeman ouviu astro atrás de astro dividirem o que admiram sobre ele e seu trabalho. Com 74 anos de idade, o vencedor do Oscar sentou-se na mesa principal próxima ao centro do salão, radiante.

 

Jackson falou que foi inspirado tanto pelo trabalho de Freeman quanto por suas palavras.

 

Whitaker chamou o ator de "um conselheiro, um guia, um confidente, um ombro para se apoiar, um protetor e amigo" tanto na vida real quanto nos personagens que ele interpretou no cinema.

 

Freeman mandou um beijo para Tim Robbins quando a estrela de "Um Sonho de Liberdade" declarou que "foi uma honra ser preso com você, Morgan".

 

A cerimônia, que ultrapassou as três horas e meia de duração, incluiu trechos dos lendários filmes do artista, como "Conduzindo Miss Daisy" e "Se7en" e de atuações do início de sua carreira, como na série de TV da década de 70 "The Electric Company".

 

"Eu devia me envergonhar em dizer que mais cedo ou mais tarde, eu sabia que alguém iria me chamar para interpretar Deus", Freeman brincou. "Eu só devia ter certeza de que quando eu dissesse OK, o filme fosse uma comédia."

 

A noite também contou com tributos musicais: Garth Brooks e um coro tocaram "Lean on Me", Betty White mudou a letra de "Hello, Dolly" para "Hello, Morgan", e Rita Morena apresentou uma música que afirmou ter escrito especialmente para a ocasião.

 

Foi das mãos de Clint Eastwood que Freeman recebeu o prêmio, em formato de estrela. "Não existe esforço envolvido em estar perto de Morgan ou atuar ao seu lado. Não sei se isso é amor por outro homem, mas acho que é o mais próximo que vou chegar de tê-lo."

 

A postura de Freeman durante o evento parecia ser de verdadeira humildade.

 

"Isto é fácil de aceitar mas difícil de acreditar. De onde venho, no Mississippi, eles chamam isso de 'andando no alto algodão'. Para mim, o céu sempre foi atuar em filmes", Freeman disse.

 

"Tenho orgulho de ser um ator, mas nesta noite, vocês fizeram com que eu me sentisse uma estrela".

 

Freeman foi o 39º a ser premiado com a honra máximo do AFI, que reconhece aqueles cujo talento contribui para o avanço da arte cinematográfica. O instituto já ofereceu o prêmio a Poitier, Eastwood, Astaire, Elizabeth Taylor, Steven Spielberg, Alfred Hitchcock, entro outros.

 

A cerimônia deve ser televisionada nos Estados Unidos ainda no mês de junho. (AP)

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