Missão Impossível
Missão Impossível

Novo ‘Missão: Impossível’ acerta na fórmula e diverte

Franquia liderada e produzida pelo astro Tom Cruise atinge seu ápice com cenas de ação vertiginosas e sufocantes

Pedro Antunes, O Estado de S. Paulo

13 de agosto de 2015 | 04h00

Prestes a encarar um perigo mortal, Ethan Hunt, agente da organização IMF, dá um leve sorriso de deboche. Diante de um adversário duas vezes maior que ele (algo que não é raro para o notoriamente tampinha Tom Cruise), ele faz uma careta e apanha mais do que bate. Diferentemente da atual sisuda franquia de James Bond, Missão: Impossível segue atrás do humor e de cenas de ação cada vez mais grandiosas. E tem dado certo. 

O quinto filme da série, que chega nesta quinta-feira, 13, ao Brasil, estreou mundialmente (em 32 países) na semana passada e arrecadou US$ 121 milhões apenas no primeiro fim de semana. Um recorde de abertura da franquia que, veja só, era dada como morta. 

Algo acontece com essa relação entre o ano de 2015 e as séries cinematográficas. Que o diga Jurassic World, cuja arrecadação em bilheteria ultrapassou a faixa dos bilhões. Missão: Impossível – Nação Secreta, contudo, não passou 20 anos longe das telonas. Depois de dois episódios bem-aceitos, o terceiro capítulo da franquia deixou a desejar e quase enterrou Hunt e companhia. Cruise, contudo, soube recuperar o personagem com o quarto filme, Protocolo Fantasma, e entrega agora o melhor longa da série. 

É ação o tempo todo, sem muito espaço para drama ou conversa fiada. Sequer há espaço para uma tensão sexual entre Hunt e a outra protagonista interpretada por Rebecca Ferguson – uma marca de filmes de espiões e agentes secretos. 

Em contrapartida, por mais que a jornada de Hunt soe como infundada, transformada numa série de cenas estonteantes e mirabolantes, o roteiro de Christopher McQuarrie, que também dirige o longa, reúne as peças principais e coloca a agência para qual Hunt trabalha em extinção numa batalha contra o Sindicato, uma sociedade secreta por trás dos maiores atos terroristas. Hunt encontra sua contraparte: uma versão dele inclinada para a destruição e capaz de antecipar seus passos. 

Estabelece-se rapidamente os lados dessa luta maniqueísta e não há reviravoltas. Peças não mudarão de lado no tabuleiro e Cruise tem o seu caminho pavimentado para brilhar como só ele sabe – e tem se mostrado um dos poucos de Hollywood ainda capazes de garantir bilheteria apenas com o seu nome. 

Curioso é que a franquia chamou Jeremy Renner para integrar o elenco fixo no quarto filme, Protocolo Fantasma, caso Cruise não desse mais conta. Um desperdício, não fosse pela injeção de humor dada pelo personagem. Cruise vai fundo para causar impacto nos espectadores. Pendura-se de verdade em um avião decolando e fica minutos intermináveis debaixo d’água. Já seria angustiante sem saber que ele dispensou os dublês para as cenas. E sorri matreiro enquanto faz suas estripulias. Como não rir junto? 

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