'Missão Babilônia' dá toque místico em trama futurística

No longa de Mathieu Kassovitz, Vin Diesel interpreta um mercenário cujo lema é matar para não morrer

Alysson Oliveira, da Reuters,

08 de setembro de 2018 | 14h40

Baseado num romance do francês Maurice G. Dantec, Missão Babilônia, de Mathieu Kassovitz, é um filme de ação que procura temperar sua história com alguns toques de misticismo e ficção científica. O filme entra em circuito nacional nesta sexta-feira, 19.     Veja também:  Trailer de 'Missão Babilônia'  Vin Diesel (Triplo X) interpreta um mercenário chamado Toorop, cujo lema é matar para não morrer. Ele vive num futuro não muito distante, quando todas as pessoas são rastreadas e vigiadas por meio de satélites. Um dia, é contratado por uma figura estranha, vivida por Gérard Depardieu, para conduzir do Cazaquistão à cidade de Nova York uma jovem refugiada num convento. Ela é Aurora (Mélanie Thierry), que viajará na companhia de sua protetora, a irmã Rebeka (Michelle Yeoh, de O Tigre e o Dragão). Todos viajarão de trem, carro, submarino e outros meios de transporte mais inusitados, sempre protegendo a garota, que esconde um segredo. Aurora pode ser uma figura messiânica ou uma arma biológica. De qualquer forma, seu destino não é promissor, pois muita gente quer capturá-la. Há uma sacerdotisa (Charlotte Rampling, de Instinto Selvagem 2) e também um cientista (Lambert Wilson, The Matrix Revolutions), cada um com seus interesses pela garota. Aurora é dotada de poderes estranhos, mostrando-se capaz de prever o futuro e comunicar-se em diversas línguas. Esses seus dotes serão muito úteis durante a fuga ao lado do mercenário e da irmã até chegar a Nova York, onde novos incidentes acontecem. Enquanto se mantém em cenas de ação, correria e tiroteios, Missão Babilônia não foge do esquematismo do gênero, e, por isso mesmo, tem um certo nível. O grande problema é quando, no seu ato final, tenta combinar coisas tão diferentes como inteligência artificial e uma gravidez milagrosa. A bem da verdade, o diretor, o francês Mathieu Kassovitz (Na Companhia do Medo), já havia renegado o filme, cuja montagem final não é de sua responsabilidade. No site francês AMCTV.com, ele disse que a versão final de Missão Babilônia "não passa de pura violência e estupidez" e não tem nada a ver com o que ele havia planejado originalmente. "Mais parece um episódio ruim de 24 Horas", comparou Kassovitz.

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