MIS abre hoje a Mostra SP de Vídeo

A partir desta terça-feira a 4ª Mostra MIS de Vídeo promete trazer ao Museu da Imagem e do Som de São Paulo boas doses de lirismo audiovisual. Poesia visual, videoperformances, experimentações e debates variados vão encher a programação do museu, que aumentou em 20% o número de vídeos inscritos da edição do ano passado - são 297 trabalhos no total. "A qualidade geral dos vídeos também supera as edições anteriores da mostra", afirma Teco Franco, que organiza o evento ao lado de André Oliveira, Christine Mello, Sabrina Rosa e Sergio Nesteriuk.A seleção competitiva deve se prolongar até o dia 26 de novembro, na Sala Sony, dividida em quatro módulos: experimentais (80 vídeos), documentários (50), ficções (54) e universitários (83). Na mostra competitiva, serão exibidos 93 desses trabalhos. Todos estes vídeos foram finalizados entre janeiro de 99 e outubro deste ano. Para cada ganhador dos quatro módulos haverá um prêmio de R$ 1 mil, fornecido pela Secretaria de Cultura do Estado. Também ganharão, cada um dos ganhadores, um curso de edição em ilha não-linear (digital), fornecido por uma produtora de vídeos profissional. Também receberão menções honrosas os vídeos mais considerados pelo júri, que é formado pelo videomaker João Dornelas, o crítico e poeta visual português E. M. Melo e Castro, o músico e compositor de trilhas Wilson Sukorski, o artista e antropólogo Kiko Goifman e o videomaker Geraldo Anhaia Mello.A Mostra vai premiar um trabalho em cada uma das quatro categorias concorrentes, além de eventuais menções honrosas concedidas pelo júri, formado por E. M. Melo e Castro (crítico, professor e poeta visual português), Geraldo Anhaia Mello (videomaker), João Dornelas (videomaker vencedor da III Mostra MIS), Kiko Goifman (antropólogo e artista multimídia ), e Wilson Sukorski (músico e compositor de trilhas sonoras). A Mostra ainda apresentará, durante seus cinco dias de duração, dez videoinstalações provenientes do Rio de Janeiro, Minas Gerais e de São Paulo. Homenagem - O MIS também realiza uma homenagem, que embarca no contexto da Mostra. O centro da homenagem é o poeta visual brasileiro Philadelpho Menezes, que morreu este ano num acidente de carro, em Vassouras, no Estado do Rio, aos 40 anos. A Mostra Philadelpho Menezes de Vídeo Poesia vai lembrar a vida artística do professor de semiótica, tradutor, crítico, ensaísta e poeta através de videoposeias de sua autoria e painéis de discussão sobre sua obra com outros artistas e críticos. O irmão do poeta, professor de regência e compositor de música contemporânea Flo Menezes será um dos debatedores.Uma parte do repertório da paralela esteve, inclusive, no 1º Ciclo Internacional de Poesia Sonora, do qual Menezes foi curador pouco antes de morrer, junto ao italiano Enzo Minarelli. Peças como Nomes Impróprios e Carta dos Adolescentes de Menezes; e Wow Flutter Stop e Volto Pagina, de Minarelli, são alguns exemplos do que será exibido na mostra especial.Abertura - Hoje a sessão de abertura contará com performances da cantora Fernanda Porto e do VJ e artista visual Alexis Anastasiou. Eles pretendem fazer da Sala Sony uma "pista de dança multimídia virtual", com misturas de tecnologias em vídeo, computação e câmeras. Trata-se de um espetáculo de imagens e som sincronizados, construídos por meio de um banco de imagens sampleadas e outras produzidas ao vivo, que balançam de acordo com o ritmo e o som que tocam no momento. Anastasiou, que também apresenta a videoinstalação No Limite de Quem?, diz que essa descarga visual "enfatiza a música através dos olhos, atingindo partes do córtex intocadas pelas batidas eletrônicas e incentivando viagens mentais".Afinal, uma boa prévia para as experiências visuais de alguns dos diretores que levam trabalhos à Mostra. Entre eles, estarão Nestor Bressane (Resistência), Dennis Barbosa (Touradas), Sandra Ribeiro (Ai D´Eu Saudade), Maurício Vidal, Renan de Moraes e Sérgio Yamasaki (Roubada), Conrado Almada e Leandro HBL (Cenarium e Merréis), entre outros.

Agencia Estado,

21 de novembro de 2000 | 13h03

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