Ministro filipino quer proibir exibição de Código Da Vinci

O ministro da Presidência filipino, Eduardo Ermida, disse hoje que corresponde ao escritório de censura decidir se o polêmico filme O Código Da Vinci pode ser projetado no país, mas afirmou que sua opinião pessoal é de que é "blasfemo" e deve ser proibido."Depende do Birô de Revisão e Classificação de Cinema e Televisão (MTRCB), mas, como bom católico, e esta é minha opinião pessoal, não vejo como uma nação católica pode tolerar que essa trama seja propagada em nome da liberdade de expressão", disse Ermida em entrevista coletiva.O ministro disse que se deve fazer o possível para que o filme de Ron Howard não seja projetado nas telas filipinas, e ressaltou que o MTRCB deve estudar suas próprias diretrizes e ver se é possível permitir que essa história seja divulgada em público em um país católico. "Acho que ofenderá a sensibilidade dos filipinos. Devemos fazer todo o possível para que não seja projetado", insistiu.No entanto, Ermida disse não saber qual é a opinião da presidente, Gloria Macapagal Arroyo, que se declara católica devota, e disse que a questionará sobre isso. O Código Da Vinci é baseado no best-seller do escritor norte-americano Dan Brown, alvo de muita polêmica por questionar dogmas da Igreja Católica. Membros das comunidades de católicos, protestantes e estudiosos das religiões afirmam que o livro é uma afronta à figura de Jesus Cristo e tem pouca ou nenhuma base histórica. O filme, estrelado por Tom Hanks, foi escolhido para abrir o 59.º Festival de Cinema de Cannes, no dia 17 de maio, dois dias antes de sua estréia mundial.

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