Ministério aponta irregularidades nas contas de Guilherme Fontes

O Ministério da Cultura divulgou hoje uma nota apontando diversas irregularidades, que somam mais de R$ 1 milhão, nas contas prestadas por Guilherme Fontes para justificar os gastos com o filme que ele produz e dirige, Chatô - o Rei do Brasil. Entre as irregularidades encontradas estaria o uso de notas fiscais "inidôneas", no total de R$ 206.535,96, valor que deverá ser devolvido ao governo. Outros problemas apontados são a remessa "irregular e não justificada" de R$ 415.714,00 para o exterior, gastos "imprevistos e não justificados" de R$ 832.767,82 e a transferência irregular de R$ 926.100,00 dos recursos de Chatô para o projeto 500 Anos de História do Brasil.Nos dez itens relacionados no documento do ministério também está o pagamento irregular a empresas "não devidamente habilitadas", somando R$ 117.248,00, despesas irregulares de R$ 40.690,00 com outros projetos, discrepâncias entre valores orçados e gastos efetuados e uso de conta bancária em desacordo com a legislação.A empresa de Fontes terá até o dia 8 para regularizar os problemas apontados. A constatação das irregularidades foi baseada em exame da documentação relativa às contas do filme e numa auditoria feita pela Universidade de Brasília (UnB).O documento do ministério complica ainda mais a situação de Fontes, que, apesar de já ter captado cerca de R$ 8,5 milhões por meio das leis de incentivo fiscal, ainda não finalizou Chatô. Em junho, o Ministério da Ciência e Tecnologia anunciou que executaria uma dívida de R$ 2,5 milhões contraída pelo diretor na Financiadora de Estudos e Pesquisas (Finep).

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