Divulgação
Divulgação

'Minhas Tardes com Margueritte' mostra amizade comovente

Filme é inspirado no livro 'La Tête en Friche', de Marie-Sabine Roger

AE, Agência Estado

27 de maio de 2011 | 10h44

Uma fina sensibilidade marca Minhas Tardes com Margueritte, produção francesa que estreia hoje nos cinemas. De um lado está o embrutecido Germain, papel do ator Gérard Depardieu, do outro, Margueritte (Gisèle Casadesus), uma frágil senhora de 95 anos. A inesperada amizade entre eles é o fio-condutor do filme de Jean Becker.

Inspirado no livro La Tête en Friche, de Marie-Sabine Roger, a trama apresenta Germain, um homem que vive num trailer numa cidade do interior da França, ao lado da casa onde mora sua mãe (Claire Maurier). Os dois vivem em pé de guerra e não se falam. Por meio de uma série de flashbacks, o diretor apresenta a infância difícil de Germain. Além de ser constantemente humilhado por um professor, é tratado com desdém e violência pela mãe. As cenas de forte carga dramática são quebradas pelo jeito boa praça e meio atrapalhado do Germain no presente.

Morando numa casa para idosos, Margueritte passa as tardes lendo para os pombos numa praça. Depois de alguns encontros, a senhorinha passa também a ler para Germain, que, por falta de apoio em casa e na escola, há muito abandonou os livros.

A amizade entre eles cresce, mas dois problemas ameaçam essa convivência. Por conta da idade, Margueritte pode perder a visão a qualquer momento e, para piorar, seu sobrinho ameaça cortar o pagamento do asilo onde vive. Sem pesar a mão no drama, o longa consegue encantar e emocionar na medida adequada. As informações são do Jornal da Tarde.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.