"Minha Mãe Gosta de Mulher" é comédia divertida

Por uma vez, leitores que não gostam que lhes contem o enredo não terão como xingar os críticos. Afinal, o espanhol Minha Mãe Gosta de Mulher entrega o que é, de cara e já no título. Essa comédia romântica de Inés París e Daniela Fejerman parte desse ponto e vai adiante, misturando boas intenções e pensamento progressista para descobrir como três filhas lidam com o fato de que a mãe delas (Rosa Maria Sardà) arrumou uma namorada checa e parece feliz da vida. Fora a premissa inicial, não há grandes novidades. Os recursos da comédia de costumes são bem conhecidos, e nem por isso funcionam menos. As três moças são bastante diferentes entre si. Uma delas, Elvira (Leonor Watling, de Fale com Ela, de Pedro Almodóvar), candidata a escritora, é um protótipo de insegurança. A outra, Jimena (Maria Pujalte), tem cabeça rotineira e vai mal no casamento. A terceira, Sol (Silvia Abascal), é roqueira e leva vida pouco convencional. Mas há um ponto comum entre elas: todas se chocam com o namoro homossexual da mãe. A despretensão (saudável no caso) com que o filme é levado torna-o agradável. Trata-se de um tipo de comédia arejada, quase sem estilo, que proporciona hora e meia de prazer moderado.

Agencia Estado,

06 de agosto de 2004 | 13h39

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