CharlesSykes/AP - 04/03/10
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Michael Moore denuncia a distribuidora de 'Fahrenheit 11 de Setembro'

Diretor norte-americano acusou os irmãos Harvey e Robert Weinstein de falsificação das contas do filme

Efe

08 de fevereiro de 2011 | 17h03

O cineasta Michael Moore denunciou os donos do estúdio The Weinstein Company por apropriação indébita de vários milhões de dólares gerados pelo documentário Fahrenheit 11 de Setembro, segundo informou nesta terça-feira, 8, o Los Angeles Times.

 

O conhecido diretor norte-americano, ganhador de um Oscar por Tiros em Columbine (2002), acusou os irmãos Harvey e Robert Weinstein de falsificação das contas do filme e de ficarem com pelo menos 2,7 milhões de dólares que presumidamente lhe pertenceriam.

 

O caso foi apresentado na Corte Superior do condado de Los Angeles contra os Weinstein e uma entidade chamada Fellowship Adventure Group criada especificamente por eles em sociedade com Lionsgate e IFC Filmes para a distribuição de Fahrenheit 11 de Setembro.

 

"Os Weinstein pagaram tudo o deveriam ter pago. O senhor Moore recebeu uma enorme quantidade de dinheiro por este filme e cremos que está extrapolando. Deveria envergonhar-se", assegurou o advogado dos acusados, Bert Fields.

 

Moore entrou com cerca de 20 milhões de dólares até a data de realização do documentário em que questionava a política de George W. Bush e o ocorrido em torno dos atentados de 11 de setembro em Nova York.

 

Larry Stein, representante de Moore, assegurou que a denúncia chegou depois de estudos das contas de Fahrenheit 11 de Setembro por um auditor independente.

 

"Esta é a primeira vez que Michael Moore denunciou alguém em 20 de carreira como diretor. Isso deveria ser um indicativo do quão sério é isso. Os 2,7 milhões de dólares (devidos) é o mínimo do quanto que cremos que seja a dívida. Não me surpreenderia se a importância fosse muito maior", disse Stein.

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