Marcelo Sayão/ EFE
Marcelo Sayão/ EFE

Michael Keaton fala sobre 'Robocop'

'É mais interessante que Superman', disse o ator

Entrevista com

Flavia Guerra, Rio - O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2014 | 02h12

O que é novo neste Robocop?

Há algo de muito inteligente neste filme, pois cria um contexto para que pensemos em vários assuntos que precisam ser analisados. Os outros filmes de herói têm a estética dos quadrinhos. Há sempre o cara bom e o cara mau. O vilão quer dominar o mundo e o mocinho tem superpoderes. Robocop, tem superpoderes, mas é uma criatura humana e projetada.

Há algo de Frankenstein nele.

Sim. E isso o torna mais interessante que o Superman. Ele é criado pelos homens, que querem produzir algo semelhante a eles, mas não igual. Criam algo maior e se arrependem.

É seu personagem, o executivo Raymond Sellers, dono da Omnicorp, o símbolo do mundo das grandes corporações que se veem acima dos indivíduos?

Exatamente. É assim que também vejo o mundo hoje. Tudo é corporativo. A gente anda nas ruas de Nova York e vê uma loja em uma rua, que se parece com uma loja especial. Mas aí a gente anda dois quarteirões e encontra outra loja igual e 'tão especial quanto'. São só duas versões de uma mesma corporação. Do ponto de vista de Sellers, pensar como ele não é necessariamente ruim. Ele pensa grande, gosta de poder. Para ele, estimulante é a possibilidade de deixar um legado.

Ele joga com o mundo.

Em uma escala gigante, sim. Deve ser muito estimulante mesmo. A primeira vez que vê o Robocop, não pensa necessariamente no que sua empresa vai lucrar, mas sim no quão influente vai se tornar. Em certo sentido, Sellers é menos humano que Robocop.

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