Michael Jackson, um ano da morte do Rei do Pop

Morte trágica do cantor abalou o mundo e volta a comover seus fãs em inúmeras homenagens

25 de junho de 2010 | 17h47

 

Teresa Ribeiro, do estadão.com.br, com agências internacionais

 

SÃO PAULO - No final da tarde de 25 de junho de 2009 o site de fofocas de celebridades TMZ postou uma notícia de uma linha que deixou o mundo em suspense e foi se espalhando pelo Twitter  em poucos minutos. Michael Jackson tinha sido levado numa ambulância, após um chamado de emergência, ao Centro Médico UCLA em Los Angeles, às 12h26 locais. Fãs de todo o mundo já se preparavam para a prometida última turnê de 50 shows que começaria em Londres em 13 de julho e terminaria em março de 2010.

 

 

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Mas o rei do pop que mudou o mundo com seu ritmo e danças exuberantes como o 'moonwalk', autor de Thriller, música que dá título a um dos discos mais vendidos da história - 100 milhões de cópias -, já estava morto, vítima de um ataque cardíaco, quando os paramédicos chegaram à sua mansão em Holmby Hills. Tinha 50 anos. Chegava ao fim a carreira do cantor que começou ao lado de seus quatro irmãos, Jackie, Tito, Jermaine e Marlon, nos Jackson Five, um grupo de garotos que encantou o mundo nas décadas de 1960 e 1970, com sucessos como I'll Be There, I Want You Back e outros. Um artista cuja biografia polêmica incluia as inúmeras cirurgias plásticas, o branqueamento da pele, o longo processo por de assédio a um menor, acusação da qual foi inocentado, a vida reclusa no rancho Neverland em meio a um parque de diversões e um zoológico, as dívidas.

 

Comoção generalizada. A rainha do pop, Madonna, sua companheira de reinado e 13 dias mais velha do que Jackson - ambos nasceram em agosto de 1958 -, disse à People à época que não conseguia parar de chorar desde que recebeu a triste notícia. Ela e seus fãs em todo o mundo, que se reuniam em lugares públicos, depositavam flores, fotos, ouviam e cantavam as canções de Michael Jackson entre lágrimas.

 

"Junto com os Beatles, Bob Dylan, Elvis Presley, Michael Jackson foi um dos nomes mais importantes da música no século 20. Teve um papel revolucionário e com Thriller ele norteou gerações inteiras", disse o crítico de música do Estado Jotabê Medeiros.

 

Um ano - Um ano após a sua morte, as homenagens também se multiplicam, na calçada da fama, em Los Angeles e no cemitério Forest Lawn Memorial Park, que recebeu cerca de 2 mil fãs e onde os administradores armaram uma estrutura para comportar flores, fotos e cartões perto do túmulo de Michael Jackson, apesar de o mausoléu estar fechado. Lá o astro pop foi enterrado em 3 setembro, em cerimônia privada, apenas para familiares e poucos amigos. As grandes homenagens foram prestadas em 7 de julho, durante um memorial realizado no palco do Staples Center, onde ele ensaiava o show da turnê, em Los Angeles, com participação de Mariah Carey e Trey Lorenz cantando All Be There, Stevie Wonder cantou I Never Dreamed You'd Leave in Summer, além de depoimentos emocionados da amiga Brooke Shields, Bernice A. King e Martin Luther King III, filhos do líder Martin Luther King, entre outros artistas.

 

Hoje, fãs se reúnem em homenagens no teatro Apollo de Nova York. Na capital japonesa, centenas de pessoas acenderam velas e ouviram músicas do cantor na Torre de Tóquio, sendo que alguns pagaram mais de US$ 1 mil para dormir no interior do recinto, que traz uma exposição sobre o artista. Em sua cidade natal, Gary, em Indiana, será inaugurado um monumento em seu nome, em ato que contará com a presença de sua mãe, Katherine Jackson, seguido por uma vigília com velas e a interpretação da música "We Are The World". Alguns objetos do cantor serão leiloados em Las Vegas, e haverá mostras especiais dedicadas ao cantor nos museus de cera Madame Tussauds.

 

No sábado acontecerá um evento em Los Angeles chamado "Forever Michael", que não foi aprovado pelos representantes legais do cantor, mas sim por sua mãe, e que servirá para apresentar oficialmente o livro "Never Can Say Good Bye: The Katherine Jackson Story". Os atos em memória de Jackson vão se estender pelo fim de semana em shows pela Europa.

 

Michael Jackson deixou três filhos: Michael Joseph Jackson, Jr., Paris Michael Katherine Jackson e Prince "Blanket" Michael Jackson II.

 

Causas da morte. Autópsia no corpo do cantor constatou que Michael Jackson era um homem saudável e que morreu por causa de uma intoxicação aguda por Propofol, um anestésico usado em cirurgias, e mais dois sedativos para conseguir dormir. Revelou calvície e a doença de pele vitiligo, apresentando manchas brancas especialmente no peito, abdome, rosto e braços.

 

O médico particular de Michael Jackson, Conrad Murray, 57, foi acusado de homicídio involuntário por ter administrado Propofol sem os devidos monitoramentos hospitalares exigidos, mas ainda não foi a julgamento. Uma audiência preliminar sobre o caso está marcada para o dia 23 de agosto e pode se prolongar por uma semana. O juiz decidirá se o médico deve ir a julgamento, uma decisão que vem sendo adiada há meses.

 

Sucesso. O músico Michael Jackson gerou ganhos de mais de US$ 1 bilhão desde a sua morte, segundo estimativa da revista Billboard. "É uma triste verdade: Michael Jackson pode ter mais valor morto do que vivo", diz a reportagem.

 

O filme This Is It (veja trailer), que mostra os últimos ensaios de Jackson para o show da turnê, foi um sucesso de bilheteria. As vendas de discos dispararam, e em março os herdeiros do cantor assinaram o maior contrato da história com a gravadora Sony para o lançamento de novos discos.

 

Homenagens na TV. A Rede Globo vai exibir o documentário This Is It, neste domingo, depois do Fantástico. São 102 minutos feitos a partir de mais de 100 horas de bastidores, mostrando cenas da preparação daquela que seria a última turnê de Jackson, uma comprovação de sua genialidade e capacidade de realizar altas performances.

 

A MTV traz uma programação especial. Na grade, ele será lembrado no MTV Lab Freak (2.ª a 6.ª, 10 h), no Acesso MTV (2.ª a 5.ª, 13 h e 19 h), no MTV Lab Playlist (2.ª a 6.ª, 15h30) e no Top 10 MTV (2.ª a 6.ª, 18 h). Além do especial Michael Jackson - A História (3.ª, 17 h), que contará a trajetória de Jackson, com depoimentos de Quincy Jones, Katherine Hepburn, Elizabeth Taylor e Yoko Ono.

 

A GNT exibe vários inéditos, Michael Jackson: Cedo Demais para Morrer, (6.ª, 21 h), O Que Matou o Rei do Pop? (5.ª, 21 h) e Os Jacksons: Um Sonho Americano (2.ª a 6.ª, 20 h), minissérie baseada na autobiografia My Family, escrita por Katherine Jackson, mãe do cantor. O Multishow terá 14 horas seguidas com o Rei do Pop, a partir das 10 h. Às 17 h, vai ao ar Michael Jackson History World em Munique. Às 21h30, o documentário inédito A Morte do Pop, com alguns flashes dos ensaios para a turnê This Is It. E às 23 h, uma biografia inédita não autorizada: Michael Jackson: Tributo.

 

Confira a programação da GNT - Canal Globosat:

Michael Jackson: Cedo Demais para Morrer - Inédito

No ar sexta, dia 25, às 21h

Horários alternativos: sábado, dia 26, às 19h e domingo, dia 27, à 0h30.

O Que Matou o Rei do Pop? - Inédito

No ar quinta, dia 24, às 21h

Horário alternativo: na madrugada de quinta para sexta, dia 25, às 3h30.

O Mágico Inesquecível - Inédito

No ar domingo, dia 20, às 19h

Os Jacksons: Um Sonho Americano - Inédito

De segunda a sexta, de 21 a 25 de junho, às 20h.

Horário alternativo: maratona com todos os cinco episódios no sábado, dia 26, de 14h às 19h.

A Vida de Michael Jackson - Inédito

No ar domingo, dia 27, às 19h

Meu Amigo Michael Jackson, por Uri Geller

No ar quarta, dia 23, às 21h

Michael Jackson - A Trajetória de um Ídolo

No ar domingo, dia 20, à 0h30.

Horários alternativos: segunda, dia 21, às 21h; na madrugada de sexta para sábado, às 3h30.

O Que Aconteceu com Michael Jackson?

No ar terça, dia 22, às 21h

Horário alternativo: na madrugada de terça para quarta, às 3h30.

 

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