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Mestre da fuga, o polvo Hank foi o grande desafio da equipe técnica em 'Procurando Dory'

Cheio de truques e de poderes, personagem é uma espécie de Houdini do oceano e deu muito trabalho para ser criado

Mariane Morisawa, ESPECIAL PARA O ESTADO

29 de junho de 2016 | 04h00

EMERYVILLE, CALIFÓRNIA - A Pixar já teve de fazer um personagem todo peludo (Sully, de Monstros S.A.), domar os cachos de Merida (em Valente) e reproduzir as emoções de uma menina (em Divertidamente). Mas poucas vezes enfrentou um desafio como o polvo Hank. “Ele é o companheiro perfeito para Dory, um peixe, porque pode rastejar, entrar em lugares pequenos, mudar de cor”, disse o diretor Andrew Stanton. Pois foram justamente essas facetas que quase enlouqueceram a equipe responsável.

Primeiro, era preciso criar seu visual. Jason Deamer, diretor de arte de personagens, tentou aprender o que podia sobre os polvos. Ele observou como esses animais são capazes de não apenas mimetizar a cor, mas também a textura da pele, a forma de outros bichos e o jeito como se movem. “Hank poderia ser um super-herói relutante, com superpoderes, como se disfarçar de mochila. Um polvo consegue escapar das maneiras mais incríveis. Então, seu superpoder é ser um mestre da fuga, uma espécie de Houdini.” Ao mesmo tempo, ele teria uma face humana, inspirada no animador Bud Luckey, que trabalhou na Pixar entre Toy Story e Carros. Apareceu mais um problema: onde colocar a boca do personagem. No polvo, ela seria embaixo da cabeça, mas isso não funciona numa face humana nem numa animação. Escolheu-se algo intermediário, focando a expressividade nos olhos. 

Em seguida, a equipe de Jeremie Talbot, supervisor de personagens, precisou ver se dava para construir Hank no computador para depois ser animado. O principal problema era como fazer os tentáculos se mexerem. Superado esse obstáculo, entraram os animadores, responsáveis pela atuação dos personagens. “Com Hank, estávamos demorando de três a quatro semanas para definir uma cena”, disse o supervisor da área, Mike Stocker. Era tempo demais. Eles pediram ajuda ao pessoal da animação tradicional, em 2D, para chegar a seus movimentos e expressões. Terminaram obrigados a tirar alguns tentáculos. Perderam no realismo, mas ganharam na clareza. Por fim, as cenas passaram para o pessoal dos efeitos, responsáveis, por exemplo, por fazer as ventosas dos tentáculos funcionarem. “Para mim, foi o personagem mais difícil de todos da Pixar”, disse John Halstead, diretor técnico

Animação bate 'Independence Day'

Em seu segundo fim de semana em cartaz nos EUA, Procurando Dory mostrou sua força e bateu a grande estreia da semana, Independence Day - O Ressurgimento - a animação arrecadou US$ 73,2 milhões, enquanto o blockbuster somou US$ 30 milhões.

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