Meryl Streep é consagrada com Oscar de Melhor Atriz

A atriz norte-americana Meryl Streep ganhou o Oscar de Melhor Atriz por sua interpretação da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher em "A Dama de Ferro", o seu terceiro Oscar em 17 indicações até agora na carreira, incluindo o desta noite.

REUTERS

27 Fevereiro 2012 | 01h37

Com excelente atuação e domínio do sotaque britânico na interpretação de Thatcher, que enfrentou vários preconceitos na função de primeira-ministra em um mundo até então dominado por homens, Meryl já ganhou um Globo de Ouro e um Bafta por esse trabalho.

Colin Firth, vencedor do Oscar de Melhor Ator no ano passado por "O Discurso do Rei", entregou a tão esperada estatueta a Meryl, que foi aplaudida de pé pela plateia.

O foco do enredo está na humanização de sua polêmica personagem, que governou a Inglaterra com mão de ferro entre 1979 e 1990.

Durante a recessão econômica causada pela crise do petróleo no fim da década de 70, a líder política tomou medidas impopulares para a recuperação do país. Notabilizando-se por uma defesa estrita do monetarismo, da privatização de estatais, da flexibilização do mercado de trabalho e cortes de benefícios sociais, eliminando até o salário mínimo, restabelecido por Tony Blair em 1999.

Seu grande teste, entretanto, foi no conflito entre a Grã-Bretanha e a Argentina na Guerra das Ilhas Malvinas, que completará 30 anos em abril.

Passando um tanto batido por boa parte desse contexto político, o filme retrata a ex-primeira-ministra, que está viva, com 86 anos, como uma velha senhora abalada pela pré-senilidade, solitária e cercada de auxiliares mais empenhados em vigiá-la do que acolhê-la.

"Virtuosa", "translúcida" e "convincente" foram são algumas das palavras usadas por críticos dos Estados Unidos para descrever a atuação de Meryl na pele da polêmica política britânica.

Com vários filmes de sucesso em sua carreira, os mais recentes incluem "Mamma Mia!", "Simplesmente Complicado", "Julie&Julia", "Dúvida" e "O Diabo Veste Prada".

Meryl, de 62 anos, nascida em Nova Jersey e considerada a maior atriz viva do cinema, já levou a famosa estatueta como melhor atriz coadjuvante na saga familiar de 1979 "Kramer vs. Kramer" e como melhor atriz pela história do Holocausto de 1982 "A Escolha de Sofia".

A atriz foi homenageada Festival de Cinema de Berlim, em fevereiro, com um Urso de Ouro Honorário e uma retrospectiva de alguns de seus filmes mais famosos dos últimos 30 anos.

Estavam no páreo para o Oscar de Melhor Atriz Glenn Close, de "Albert Nobbs"; Viola Davis; de "Histórias Cruzadas"; Rooney Mara, de "Os Homens que Não Amavam as Mulheres"; e Michelle Williams, de "Sete dias com Marilyn".

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