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Memorial da América Latina vira cinema drive-in durante a quarentena

Filmes nacionais e estrangeiros serão exibidos em 43 sessões a partir do dia 17 de junho

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2020 | 05h00

Cinéfilos de carteirinha esperam pelo momento mágico – a volta às salas de cinema. Ainda não é hora. Em Paris, os cinemas só reabrem dia 22, e com cuidados redobrados. Aqui, ainda não há data, mas a partir do dia 17 uma parceria do Petra Belas Artes com o Memorial da América Latina, com apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado, vai permitir que as pessoas saiam de casa para ver filmes. O cinema será um drive-in e as pessoas terão de estar de carro, em número limitado e atendendo a condições de higiene.

Isso já vinha sendo anunciado, a novidade é que saíram os filmes e, a partir desta terça, 8, os interessados já saberão para quais filmes vão comprar ingressos em cinebelasartes.com.br. Serão 27 filmes divididos em 43 sessões, de terça a domingo. Na quarta, 17, para começar a festa, às 19h, foi escolhido o clássico de Francis Ford Coppola, Apocalypse Now – Final Cut, a versão do diretor, com 30 minutos a mais. Como será ver no carro, o ataque de helicópteros ao som da Cavalgada das Valquírias?

Na quinta, 18, serão duas atrações – às 18 h, o brasileiro Partida, de Caco Ciocler, que reuniu num ônibus, rumo ao Uruguai do presidente José Mujica, um grupo representativo do processo de radicalização do Brasil que culminou na eleição de Jair Bolsonaro; e, às 21h, Os Melhores Anos de Nossas Vidas, mais um daqueles painéis sobre relacionamentos ao longo do tempo que o diretor Claude Lelouch e seu público tanto gostam. Na sexta, 19, Apocalypse Now de novo, às 19 h; e Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio, terror de Sam Raimi, às 21 h, para manter a plateia à beira de um ataque de nervos. No sábado, 20, o infantil, às 18 h, é O Menino e o Mundo, a premiada animação de Alê Abreu, seguida de Os Melhores Anos de Nossas Vidas, às 20h30, e de um Quentin Tarantino, Pulp Fiction, às 23 h.

A programação prossegue na segunda semana com A Vida É Bela, Matrix, Relatos Selvagens, Annabelle. O segundo está em evidência porque o filósofo negro Cornel West está por trás da concepção de mundo dos irmãos – hoje irmãs – Wachowski, e ele tem refletido sobre o Caso George Floyd. Considera que os EUA são um experimento social “falido”. A partir de terça, 30, começa uma revisão da obra de Stanley Kubrick – De Olhos bem Fechados, 2001 - Uma Odisseia no Espaço, Nascido para Matar, A Laranja Mecânica, Lolita. Kubrick, que viveu isolado na Inglaterra a partir dos anos 1960, antevia um mundo cada vez mais distópico. No domingo, 12 de julho, para encerrar, Cinema Paradiso. O longa de Giuseppe Tornatore que venceu o Oscar encerra-se com aquela apoteose. Todos os beijos que o padre mandou cortar e o projecionista guardou como um legado para o protagonista. 

A proximidade do beijo. Em época de isolamento, é um sonho que logo todo mundo espera poder concretizar.

 

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