Melhor cinema: Eldorado Cinemark

Soma de fatores a coloca acima dos outros; poltronas numeradas são essenciais para repetir a dose em 2009

08 Fevereiro 2024 | 15h12

Bilheterias inteligentes, espaço de sobra, requinte, salas confortáveis e modernas. A combinação destes e outros pontos positivos talvez não justifique o preço do ingresso (R$ 20, um dos mais caros da cidade). Mas, sem dúvida, coloca o Eldorado Cinemark, pelo segundo ano consecutivo, no topo do nosso ranking dos cinemas de São Paulo. Há quem defenda o outro complexo classe A da rede, o do Iguatemi, que ficou em segundo, mesmo com a sala THX. Mas o Eldorado leva certa vantagem em quesitos importantes que, somados, fizeram a diferença. E até por ser mais acessível. A bilheteria, por exemplo, é vistosa em ambos. Ficam em áreas apropriadas, dispensaram aqueles agressivos vidros e os horríveis microfones, cada guichê tem a sua fila e um deles é reservado para atendimento preferencial de idosos, gestantes e deficientes físicos. A do Eldorado, porém, é maior, com até nove atendentes (contra seis no Iguatemi). Seu espaço também facilita a organização de filas em dias de bastante movimento. ESPAÇO O saguão também é muito espaçoso e de bom gosto, com decoração chique, mas sem ser suntuosa. Ainda que não seja totalmente plana, é acessível a cadeirantes por uma rampa bem-planejada. Há boas acomodações em uma área com um convidativo balcão e mesinhas que não ficam nem um pouco apertadas umas às outras. Quem não conseguir se desligar do trabalho e quiser levar o notebook vai encontrar conexão Wi-Fi. E, em vez do visual cafona que a Cinemark usa em seus complexos mais antigos, sobriedade em tons de marrom. A bonbonnière não é muito diferente dos cinemas da rede. Dispõe das mesmas variações de pipoca, além de hot-dog e nuggets. Ainda assim, é bem ampla e tem uma parceria com o Café Suplicy. E, aparentemente, oferece mais opções de doces e guloseimas, um arsenal de glicose. São nove salas bem equipadas, com um total de 2.478 lugares. A maior é espaçosa, evitando a mania que a Cinemark tem de podar a largura da tela. O destaque, claro, é a sala 9, a única da cidade - por enquanto - que exibe filmes em 3D (a maioria, animações como ‘A Lenda de Beowulf’, atualmente em cartaz). O projetor dela é digital com alta resolução de imagem, padrão 2K, aceito pelos grandes estúdios de Hollywood. As poltronas podem não ter um visual tão atraente quanto as do Iguatemi, mas são igualmente confortáveis e até mais largas. E a sala 1, com 372 lugares, é bem ampla. Poderia ser melhor se... adotasse um sistema de poltronas numeradas eficiente, uma tendência mundial. Até para que os freqüentadores consigam fugir das primeiras poltronas, que a Cinemark insiste em colocar muito perto da tela, mesmo em seus cinemas mais novos e modernos. Seria bom que a bonbonnière oferecesse algum diferencial em relação aos demais cinemas da rede. Continuam empurrando o chicken popcorn quando não tem pão de queijo. A entrada segue a linha da empresa. Ou seja, um único bilheteiro recolhe o ingresso e solta o espectador no corredor. Não vão mudar a estrutura, mas resolveria se colocassem mais funcionários para cuidar do fechamento das portas das salas, por exemplo. Poderiam também correr atrás de mais conteúdo em 3D para a sala 9, alternando mais a programação de um espaço, até agora, exclusivo na cidade. Em março, deve chegar o primeiro Imax do país, no futuro Shopping Pompéia. Será uma concorrência pesada na linha "parque de diversões no cinema". É preciso oferecer mais novidades para não perder terreno. A não ser que eles não pensem em lutar pelo tricampeonato.   MENÇÃO HONROSA: ELES VALEM O INGRESSO Além do Eldorado, outros cinemas se destacaram na votação deste ano: Iguatemi Cinemark - Pode ser meio esnobe, mas o cinema-butique se encaixa perfeitamente ao público que atende. O saguão, por exemplo, mais parece um lobby de hotel. Suas seis salas são pequenas, mas confortáveis e bem-aparelhadas (a 1 é uma das poucas da cidade com padrão THX). Espaço Unibanco - Respira-se cinema neste clássico paulistano, adotado pelos amantes dos "filmes de arte". Das cinco salas, somente a 3 está em um patamar técnico de multiplex. Mas a boa programação e a sala de espera com cafés e uma livraria fazem dele um bom ponto de encontro. E ainda irá passar por uma reforma este ano. Jardim Sul e Anália Franco - Os dois complexos da UCI na cidade primam pela qualidade técnica. Chamam a atenção as telas grandes e o ótimo sistema de som (bem que podiam ter investido em uma sala com certificado THX). Opção não falta. No Anália Franco, são 9 salas. No Jardim Sul, 11. Penha e Campo Limpo - Cinemas populares também podem ter qualidade. Os dois seguem o conceito multiplex, mas a preços mais acessíveis. No Campo Limpo, há até uma sala THX. Reserva Cultural - Tem filmes independentes e comida. Radical ao vetar a pipoca no cardápio, procura sempre variar suas opções culturais.

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