Mel Gibson recebe do Vaticano aval para "A Paixão"

Após uma onda de protestos, a polêmica versão de Mel Gibson para as últimas 12 horas de Cristo recebeu um importante aval do Vaticano. Veio do cardeal colombiano Darío Castrillón Hoyos. Comentando as acusações de que A Paixão promove o anti-semitismo, o cardeal disse a um jornal italiano que "o filme não faz nada disso". "Espero que todos os cristãos possam ver este filme."As críticas a Gibson dão conta de que o filme culpa os judeus pela morte de Jesus. Há 40 anos, a Igreja Católica rechaçou formalmente esta versão. "O anti-semitismo, como todas as formas de racismo, distorce a verdade fazendo com que toda uma raça seja mal vista", disse Castrillón, que preside a Congregação do Clero e encabeça uma comissão do Vaticano encarregada de atrair cristãos ultraconservadores.A Paixão, com Jim Caviezel e Monica Bellucci, levantou polêmica justamente por seus vínculos com correntes religiosas ultraconservadores. Gibson, ele próprio taxado como ultraconservador, pagou do próprio bolso a produção, que ficou em cerca de US$ 30 milhões. Diversos religisoso foram convocados a comentar o filme, todo rodado em aramaico e latim. A Paixão deve estrar no em meados do ano que vem.

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